Mais um ano que passa, mais um S. João que se festeja, mais uma noite sem dormir para muitos portuenses. A Invicta voltou a comemorar o santo padroeiro num clima de grande euforia e animação, onde ninguém quis ficar indiferente àquela que é a maior festa da cidade do Porto.
Dos miúdos aos graúdos, todos saíram à rua em espírito de grande festa e convívio, onde não faltou as habituais marteladas e o também tradicional alho-porro. Os festejos espalharam-se um pouco por toda a cidade, mas foi na Ribeira e nas Fontaínhas que se verificaram as maiores enchentes de uma noite que a chuva chegou a ameaçar, mas cedo se arrependeu.
As principais artérias da cidade rapidamente ficaram lotadas e chegar ao local da festa era quase um acto heróico. Por entre empurrões e atalhos, todos queriam arranjar o melhor lugar para ver o esperado fogo-de-artifício. Com a cerveja numa mão e o martelo na outra, as 12 badaladas da meia- -noite levaram todos os olhares para o céu. "Foi um dos mais bonitos a que assisti", disse Mafalda Morais.
E se o fogo-de-artifíciol eva a grandes ajuntamentos na Ribeira e nas proximidades do rio Douro, a verdade é que mal ele acaba, a festa volta a espalhar-se por toda a cidade, e só termina ao nascer do sol.
O S. João continua noite adentro, sempre com muito convívio. As luzes do dia marcam o fim da noite e repete-se a frase da ordem: "Para o ano há mais..."
"FOI UM DOS DIAS MAIS FELIZES DA MINHA VIDA"
"Ó meu rico S. João/Não me dês este desgosto/De eu lançar um balão/E ter de pagar imposto". Foi esta a quadra que deu o título de vencedora a Maria Ferreira Alves, de 63 anos. Apesar de não fazer quadras com regularidade, os versos que imagina na sua cabeça foram suficientes para levar de vencida o concurso promovido pelo CM e pela Rádio Festival.
A vencedora não cabia em si de contente. "Foi um dos dias mais felizes da minha vida", contou ao CM, sem esconder a satisfação. Apesar de não saber ler nem escrever, Maria Alves imaginou a quadra e pediu à sua família adoptiva para a escrever. Levou para casa 500 euros em compras Continente.
O segundo lugar foi conquistado por Maria Rosa Ferreira, que vai doar o seu prémio (200 euros em compras) ao Instituto Profissional do Terço, no Porto. A fechar o pódio ficou Ricardo Barros.
O júri da prova foi composto por Alberto Rocha, director da Rádio Festival; padre José Maia, colunista CM; Diana Basto, cantora; Hernâni Gonçalves, comentador de televisão; e Secundino Cunha, editor Norte do CM. Todos tiveram a árdua tarefa de escolher um vencedor de entre tantos participantes.
ANTÓNIO COSTA FOI CONVIDADO DE HONRA
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, foi o convidado de honra da noite de S. João. A convite de Rui Rio, o autarca lisbonense assistiu, "pela primeira vez", à noite mais longa do Porto. A boa disposição marcou o encontro entre os munícipes das duas maiores cidades do País, que aproveitaram para passar o
S. João em pleno rio Douro, a bordo de uma embarcação utilizada no turismo fluvial. Figuras ligadas à capital do Norte, como Valentim Loureiro ou Pacheco Pereira, também marcaram presença no evento.
Recorde-se que António Costa tinha convidado Rui Rio para assistir ao desfile das Marchas Populares de St.º António e agora foi a vez do autarca portuense retribuir o gesto.
CM DISTRIBUIU REVISTA DE S. JOÃO
O CM também se juntou à festa e celebrou o S. João com um suplemento especial. A revista, que foi distribuída na avenida dos Aliados, continha 790 quadras, que foram a concurso, em parceria com a Rádio Festival. Imaginação e a ironia foram os ingredientes principais de uma iniciativa que teve grande receptividade por parte do público portuense.
FRASES
"DESDE QUE HAJA MÚSICA, ESTÁ TUDO BEM", Marila Rodrigues (Porto)
"Sou brasileira, mas vivo no Porto há oito ano. Gosto tanto do País que tenho dupla nacionalidade. Desde que estou a morar em Portugal que venho ao S. João, uma festa que não encontro em mais lado nenhum. A noite parece que começou um bocado mal por causa da chuva, mas isso para mim não é problema. Desde que haja música e eu possa dançar, está tudo bem para mim. Promete ser até às tantas."
"O MELHOR DO S. JOÃO É O CONVÍVIO", Marília Alves (Porto)
Festejo todos os anos o S. João e não há festa melhor do que esta. Adoro isto, porque há muito convívio e as pessoas dão-se todas muito bem. Acho que a chuva não vai estragar a festa, porque até é tradição que caia uma orvalhada. Seja uma noite de chuva ou de bom tempo para mim é igual porque saio na mesma de casa. Mas, apesar de ser uma festa de que eu gosto muito, não conto os dias para que ela se repita. O melhor de tudo é mesmo o convívio."
"S. JOÃO É MELHOR DO QUE O ST.º ANTÓNIO", António Barreira e Maria José ( Lisboa)
Vimos quase todos os anos ao S. João, porque é uma festa única. Ainda é melhor do que o St.º António em Lisboa. Lá, o principal são as marchas e ninguém sai muito à rua. Aqui no Porto as pessoas saem todas à rua e a festa é muito maior. Gostamos mesmo muito de cá vir."
NOTAS
RIBEIRA: FOGO-DE-ARTIFÍCIO
O ponto alto da noite de S. João teve lugar na Ribeira, à meia-noite em ponto. Milhares de pessoas assistiram ao fogo-de-artifício, que durou 23 minutos e que teve música a acompanhar
MARTELOS: TRADIÇÃO CUMPRE-SE
Falar em S. João é falar numa série de tradições que marcam presença todos os anos na festa popular. O som típico das marteladas repete-se noite adentro e ninguém leva a mal
V.N. GAIA: INCÊNDIO
Os Sapadores de Gaia registaram nos festejos de S. João dois pequenos focos de incêndio, que, segundo a corporação, "terão começado devido aos balões lançados por populares"
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