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Duplo homicídio em casa de alterne

Transtornado com a pena de prisão que tem a cumprir em Espanha, onde provocou um acidente com dois mortos, Luís já tinha dito que havia de matar alguém.

25 de maio de 2011 às 00:30

E ontem explodiu de raiva na casa de alterne Rita, em Vila Nova de Cacela, Algarve. Expulso por mau comportamento, o manobrador de máquinas fez 25 quilómetros para ir buscar a caçadeira a casa, em Odeleite. Regressou 45 minutos depois e, mal viu o porteiro do bar, executou-o com um tiro à queima-roupa, na parte de trás da cabeça. Seguiu-se a proprietária do bar, atingida de frente na cara. Tiveram morte imediata.

O duplo homicídio ocorreu pelas 04h00, na antiga hospedaria, agora transformada em casa de alterne. As vítimas são João Paulo, de 23 anos, casado, que foi apanhado de costas e nem viu o atirador; e Rita Inês, 47 anos, solteira, que não teve tempo de reacção.

O homicida, Luís, de 43 anos, é divorciado e vive com a mãe. Cliente do bar, foi expulso e decidiu vingar-se. Uma jovem funcionária, sob anonimato, contou ao CM os pormenores da tragédia: "Estava num quarto e ouvi dois tiros, desci e vi a patroa, no chão, com a cara desfeita. O João também estava morto, numa poça de sangue. Foi horrível e um choque para toda a gente." Seguiram-se momentos de pânico, até à chegada da GNR e da Polícia Judiciária.

No local, estavam as dez funcionárias, que dormem na casa, e alguns clientes. Depois do crime, Luís fugiu mas acabou detido, já ao início da manhã, pela PJ de Faro. Um vizinho do detido disse ao CM que o suspeito, actualmente desempregado, durante a manhã lhe confidenciara que "estava à espera que o viessem buscar, pois tinha feito asneira". O mesmo vizinho explicou que Luís "andava transtornado" pois tinha de cumprir uma pena, em Espanha, onde foi considerado, por um tribunal, culpado de um acidente mortal.

Os corpos das duas vítimas mortais foram transportados pelos Bombeiros Voluntários de Vila Real de Santo António para a morgue do Hospital de Faro, onde hoje serão efectuadas as autópsias.

SEGURANÇA DEIXA FILHO BEBÉ DE OITO MESES

João Paulo, de 23 anos, natural de Vila Nova de Cacela, residia com a mulher e o filho de oito meses no bairro do Matadouro, em Vila Real de Santo António. Trabalhava como segurança numa firma sediada no Algarve.

"Era um jovem espectacular, sempre pronto a ajudar os amigos e que procurava não se meter em confusões. Só utilizava a força quando era estritamente necessário ", confidenciou ao CM João Santos, amigo da vítima. "Foi atleta das camadas jovens do Lusitano de Vila Real de Santo António e era um rapaz muito conhecido e estimado na zona", acrescentou o mesmo amigo.

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