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Morte de bebé dá pena suspensa

Um ano de pena suspensa foi a medida aplicada, ontem, pelo Tribunal de Vagos, à mãe do bebé de dois anos que morreu queimado quando a irmã, de oito, lhe dava banho. No dia 31 de Julho de 2009, Luísa Proença deixou os filhos sozinhos em casa e mandou Joana dar banho ao pequeno Filipe, que acabaria por morrer com 95 por cento do corpo queimado. A mulher teve de sair do tribunal escoltada pela polícia para evitar a ira dos populares.<br/><br/>

01 de outubro de 2011 às 01:00

"A sua pena é pouca comparando com a da pequena Joana que vai carregar com isto toda a vida sem ter culpa nenhuma", sublinhou a juíza, quando Luísa Proença, que agora tem um filho de nove meses, começou a chorar. "A morte do Filipe só à mãe é imputável", afirmou, ainda, a juíza Celeste Marques. "Não vale a pena chorar agora, deveria era ter chorado no dia em que saiu de casa e deixou os seus filhos pequeninos sozinhos e por causa disso o Filipe morreu", acusou a juíza, que criticou a postura da progenitora, que perdeu a guarda da Joana.

"Durante o julgamento a senhora chorou, mas nunca mostrou arrependimento. O seu depoimento foi completamente falacioso e não deu uma justificação plausível para deixar as crianças, tão pequenas, sozinhas, com as portas trancadas e grades nas janelas", enfatizou a juíza.

Luísa foi condenada por homicídio por negligência grosseira. Incorria numa pena até cinco anos de prisão.

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