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Viciado em sexo abusa da filha de seis anos

Homem confessou num relatório pericial que tinha relações sexuais 10 vezes por dia, em Matosinhos.

11 de setembro de 2017 às 01:30

Viciado em sexo e em pornografia, o homem, de 29 anos, aproveitava os momentos em que estava sozinho em casa com a filha, de apenas seis anos, para abusar sexualmente da menina. Por diversas ocasiões, em data anterior a 20 de fevereiro de 2016, o arguido deu-lhe beijos na boca.

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Viciado em sexo abusa da filha de seis anos

Pedia ainda para a menor se sentar no seu colo e, depois de lhe baixar as calças e as cuecas até aos tornozelos, sujeitava-a a atos sexuais. No final, dizia para ela nada contar. O pedófilo está em liberdade e começa amanhã a ser julgado em Matosinhos.

O arguido, acusado de sete crimes de abuso sexual de menores agravado, cometeu os crimes na habitação em que vive com a mãe dele, na Póvoa de Varzim. A menor, que está à guarda de uma tia desde os quatro anos, só podia conviver com o pai aos sábados, de 15 em 15 dias - e era nessas alturas que ele atacava.

"Procurou a sua filha para satisfazer os seus impulsos sexuais. Devido a essa conduta, a ofendida apresentou alterações comportamentais e emocionais compatíveis com uma vivência traumática", diz a acusação do Ministério Público.

Na perícia psicológica e forense, que consta do processo, o arguido, que está em liberdade, confessa mesmo que tinha sexo 10 vezes por dia com a mãe da filha e que perdeu a virgindade muito novo, quando vivia numa instituição, em Amarante.

"As raparigas punham-se em cima de mim e abusavam de mim. Eu fiquei viciado", lê-se no relatório.

O arguido refere ainda que tem receio que possa voltar a tentar atacar menores - e por isso está a ser seguido e medicado no Hospital Magalhães Lemos.

"Acho que tenho tendência para isto com menores. A mãe da minha filha era mais nova quando engravidou, tinha 16 anos e eu 21. Tenho medo disso. Sem medicação, via mais pornografia que vejo agora", descreveu.

Pedido que deixe de poder estar a cargo da filha e menores

O Ministério Público diz que o arguido revela perturbações no desenvolvimento psicossexual. "Teve experiências sexuais precoces, bem como intensa necessidade na frequência de relações sexuais e uso de material de ativação sexual como pornografia e preferências sexuais desviantes", lê-se.

Além da condenação pelos crimes sexuais, é pedido que o arguido tenha uma sanção acessória de proibição de confiança de menores e inibição de responsabilidades parentais.

Tia denunciou o caso e pede indemnização de 10 mil e 500 euros

O alerta para o crime sexual foi dado à PSP, e posteriormente à PJ, pela tia da menina - a quem esta contou os contacto sexuais a que o pai a sujeitava. No julgamento, que vai decorrer à porta fechada, a tia é assistente e pede uma indemnização ao cunhado de 10 500 euros. A menina prestou declarações para memória futura, que vão ser ouvidas pelo coletivo de juízes amanhã.

Ia buscar filha ao infantário

Apesar de a guarda da menina estar entregue a uma tia, o arguido podia ir buscar a filha ao infantário às terças-feiras. Aos sábados, poderiam estar juntos das 14h00 às 20h00.

Abandonada pela mãe

Refere o processo, consultado pelo CM, que a menina foi abandonada pela mãe aos quatro anos e entregue a uma tia, porque o pai não tinha trabalho.

Viveu numa instituição

O arguido viveu numa instituição entre os sete e os 16 anos, após os pais (que viviam da pesca) se terem separado.

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