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GNR atenta aos "coletes amarelos" reforça ações de "patrulhamento intensivo"

Protestos estão agendados para esta quinta-feira em 17 distritos.

20 de dezembro de 2018 às 20:08

A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai desenvolver na sexta-feira, além da sua atividade operacional diária, "ações de patrulhamento intensivo de grande visibilidade" devidos às manifestações programadas do movimento "Vamos Parar Portugal".

Num comunicado enviado à agência Lusa, o comando da GNR explica que estas ações destinam-se a "prevenir a ocorrência de ilícitos contraordenacionais e criminais e, por outro, garantir a segurança e a normal tranquilidade pública", num dia de ações programadas de protesto dos chamados "coletes amarelos".

Assim, a GNR irá reforçar as operações na A1 junto à portagem de Alverca, na A2 acesso à Ponte 25 de Abril, na A8 portagem de Loures, na A12 Ponte Vasco da Gama, na A1 Ponte da Arrábida, no Porto, na A28/A3/A4 nos acessos à cidade do Porto, na A3/A11 nos acessos à cidade de Braga e na A25/A17 nos acessos à cidade de Aveiro.

"Na sequência da informação que nas últimas semanas vêm sendo veiculada nas redes sociais, a GNR, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário, Postos Territoriais e das valências de Trânsito e de Intervenção e Ordem Pública, encontra-se, em permanência, a monitorizar e a recolher informações, no intuito de zelar pelos direitos e garantias dos cidadãos, bem como para proporcionar a liberdade de circulação, segurança e a proteção das pessoas e bens", refere a Guarda.

A GNR esclarece que "o dispositivo policial será, para este efeito, adaptado e empenhado de acordo com a eventual evolução dos acontecimentos, respeitando sempre os princípios da necessidade e proporcionalidade, sendo que a GNR irá prestar particular atenção, entre outros, aos acessos às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto".

A GNR alerta que já tem em curso a operação "Comércio Seguro" e a operação "Natal Tranquilo", em que os militares estarão especialmente empenhados em garantir que todos os cidadãos possam desenvolver, com normalidade, as suas atividades e se desloquem livremente em todo o território nacional, uma vez que esta época se caracteriza por um grande movimento de pessoas em zonas comerciais e por um maior fluxo de trânsito".

Para sexta-feira estão a ser convocadas pelas redes sociais várias ações de protesto em todo o país num movimento chamado "Vamos Parar Portugal" e inspirado nas recentes ações de protesto em França, conhecidas como "coletes amarelos", que provocaram violentos confrontos com as autoridades, mortos e dezenas de feridos e detidos.

Pelo menos nove câmaras informadas do protesto dos "coletes amarelos"

As autarquias de Braga, Coimbra, Caldas da Rainha (distrito de Leiria), Leiria, Viseu, Aveiro, Santarém, Lisboa e Almada (distrito de setúbal) confirmaram o aviso feito por alguns cidadãos afetos à organização da manifestação.

A Lusa questionou esta quinta-feira mais de 20 câmaras municipais abrangidas por locais assinalados num mapa do protesto, divulgado nas redes sociais.

Além das nove autarquias que confirmaram terem sido notificadas, 13 municípios indicaram não ter recebido qualquer informação: Sintra, Covilhã, Tomar, Abrantes, Ourém, Vila Real, Bragança, Lamego, Amadora, Montijo, Beja, Covilhã e Amarante.

Os protestos dos "coletes amarelos" em Portugal foram convocados por vários grupos através das redes sociais, com inspiração nos movimentos contestatários das últimas semanas em França.

Um dos grupos, Movimento Coletes Amarelos Portugal, num manifesto divulgado na quarta-feira, propõe uma redução de impostos na eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos e redução para metade do IVA sobre combustíveis.

Não tolerando qualquer ato de violência ou vandalismo, este movimento, que se intitula como "pacífico e apartidário", defende também o combate contra a corrupção.

A lista das manifestações dos "coletes amarelos" na área de atuação da PSP somava 25 protestos em 17 locais das principais cidades do país.

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