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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Forças Armadas fazem apelo à demissão do ministro e à defesa do CEMGFA

Ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo.

21 de julho de 2019 às 09:34

Centenas de militares, muitos oficiais superiores dos três ramos, no ativo e na reserva, partilharam ontem um manifesto pela demissão do ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e em defesa do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Silva Ribeiro.

Documentos

O ministro sugeriu que o CEMGFA deveria demitir-se caso ache que não consegue cumprir as medidas do Governo, após o chefe militar alertar para a "insustentável" falta de efetivo que "ameaça as missões".

No documento, o tenente-coronel (na reforma) Brandão Ferreira diz que o CEMGFA falou "verdade". A reação do ministro foi "miserável", "com os pés".

"Convidou sibilinamente o CEMGFA a demitir-se, ficando no ar a ameaça de o fazer. O confronto vai ser inevitável", interpreta.

Os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea - que "não são boys" partidários - devem "unir-se e atuar como um bloco".

"Deve ser enviada a mensagem: caso pensem em demitir alguém, ninguém assumirá o cargo." Oficiais superiores ouvidos pelo CM atacam o "recado por jornais" de Cravinho aos chefes , "em assuntos estruturantes por resolver há muito tempo, como o próprio ministro reconheceu".

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