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Moradores alertam para tráfico junto a escolas e oferta de droga a quem passa.
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O tráfico de droga que estava confinado ao bairro do Aleixo está agora espalhado em várias zonas do Porto. Do bairro da Pasteleira ao Pinheiro Torres, passando por áreas de luxo como o Fluvial ou os Pinhais da Foz.
Câmara oculta mostra venda de droga no Bairro do Aleixo
Há acampamentos montados ao lado do Hotel Ipanema, em Lordelo do Ouro, enquanto a rua de acesso ao Aleixo mantém-se cheia de carros parados, com pessoas a consumirem. Um fenómeno recente e que está relacionado com a demolição das últimas torres.
Conheça a história do Bairro do Aleixo
"Agora percebem que os consumidores não eram do bairro. Tiraram os moradores e espalharam a droga", diz ao CM uma ex-moradora do Aleixo, visivelmente indignada.
A situação tem motivado várias exposições à câmara e às autoridades policiais. O cenário é cada vez mais preocupante, o tráfico faz-se agora a céu aberto, junto a escolas e sem olhar à presença de crianças.
Torre 1, o principal supermercado de droga do grande Porto, resistiu seis anos à implosão da segunda torre
"No Pinheiro Torres, a situação é vergonhosa. Ninguém se esconde, vendem às claras, apregoam os kits para consumir. Passo ali todos os dias e tenho medo. Quando havia o Aleixo isto não era assim. A droga espalhou-se, está tudo pior", lamenta outra moradora que pede para não ser identificada.
"O Aleixo não era zona de passagem. Agora, passamos e oferecem-nos droga", conclui.
Moreira diz que PSP sem meios deixa o Estado "exíguo"
Visita guiada ao Bairro do Aleixo, no Porto, que devia estar vedado
Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, critica a falta de meios da PSP, que deixa o Estado "exíguo", e considera o reforço das forças de segurança "uma exigência civilizacional". A oposição municipal aponta a falta de respostas sociais.
Autarquia, partidos políticos e outras forças do Porto falam em falhanço do Estado face ao problema do Bairro do Aleixo
"Descuido absoluto e inoperância dão ‘Narcos’ ao vivo"
Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, fala numa "chaga social" em Pinheiro Torres e diz que há um "descuido absoluto e total inoperância do Estado que leva a uma série ‘Narcos’ ao vivo sem ter de subscrever a Netflix".
PORMENORES
"Prova que Estado falhou"
Álvaro Almeida, vereador do PSD, considera que "quando os cidadãos são confrontados com a sensação de gangs que controlam uma zona, há uma situação de insegurança". Indica ainda que o facto de a Câmara do Porto ter de pagar policiamento gratificado e entregar veículos por falta de meios da PSP "é a prova de que o Estado falhou".
"Faltou prevenção"
Manuel Pizarro, vereador do PS, indica ao CM que "nem a câmara, quando decidiu desocupar o Aleixo, nem as entidades públicas de saúde e solidariedade social assumiram as medidas de prevenção que deviam ter sido tomadas". Diz que a segurança "não resolve o problema se não se travar o consumo".
"Falência completa"
Rui Sá, da CDU, considera "vergonhoso" que tenha de ser a câmara a pagar policiamento e a dar carros à PSP. "É a completa falência de um dos esteios do Estado: a segurança", afirmou.
"Tensão instalada"
Susana Constante Pereira, do Bloco de Esquerda, confirma a "tensão instalada" e acrescenta que a câmara "deveria pedir o reforço da capacidade de resposta das equipas de rua que acompanham este fenómeno".
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