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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

Homicida chora a confessar golpes mata-leão que mataram 'tarado sexual'

Arguido diz que não queria matar homem que tentava violar mulher.

30 de setembro de 2020 às 01:30

“Fiquei transtornado ao vê-lo atacar a funcionária e agi por instinto. Só queria imobilizar o senhor. Nunca o quis matar”, disse o arguido antes de começar a chorar compulsivamente durante vários minutos. O crime foi a 18 de abril na Residencial Telhadense, onde André estava hospedado com a namorada. César Salomão, de 70 anos, terá entrado na pensão com a desculpa de que queria reservar um quarto e agrediu a rececionista, de 39 anos, agarrando-lhe os braços, apalpando-lhe os seios e exibindo-lhe os genitais. A mulher gritou por socorro e o arguido foi em seu auxílio. Ficou tudo gravado no sistema de videovigilância da residencial. Inclusive o segundo golpe de mata-leão (asfixia por trás com o braço em volta do pescoço) aplicado, segundo a acusação, “desnecessariamente, durante três minutos, numa altura em que a vítima já estava imobilizada no chão”. A defesa do arguido alega que André agiu em legítima defesa e em socorro de outra pessoa e que deve ser absolvido.

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