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Artigo exclusivo

GNR agride a mulher com filho bebé ao colo em Leiria

Militar mantém-se ao serviço no Comando Territorial de Leiria, mas não pode “deter e usar armas de fogo”.

26 de outubro de 2020 às 01:30

Arguido e vítima viveram como marido e mulher durante um ano, em Leiria, e dessa relação nasceu um menino. No dia em que o bebé saiu da maternidade, o militar “começou a implicar e discutir” com a companheira, “porque o filho chorava muito e ela não sabia a razão”. As discussões eram seguidas de insultos e agressões, com o militar a agarrar os braços da vítima, “abanando-a e provocando-lhe dores”. Alguns desses episódios, que estão relatados na acusação do Ministério Público, aconteceram ainda durante a gravidez.

O episódio mais grave ocorreu quando o bebé tinha um mês e estava ao colo da mãe, que foi atingida com “uma pancada de mão aberta na cabeça”. Quando se sentou no sofá, o agressor “agarrou-a pelos braços, com força e abanou-a” com grande violência. A vítima saiu de casa com o filho e denunciou os ataques às autoridades, mas não se livrou do agressor, que a perseguia e enviava mensagens para o seu telemóvel.

O Ministério Público de Leiria, que liderou o inquérito e deduziu acusação contra o militar da GNR, não tem dúvidas de que “o arguido, ao atuar da forma e nas situações descritas, agiu com o propósito de maltratar física e psicologicamente a sua companheira, inclusive na residência comum e perante o filho menor, dessa forma violando os deveres de respeito e solidariedade que sabia lhe incumbirem como seu companheiro, querendo e sabendo agir da forma porque o fez”.

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