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Artigo exclusivo

Judiciária passa a 'pente fino' obras de arte na mansão de João Rendeiro

PJ esteve todo o dia a verificar mais de uma centena de pinturas, estatuetas e fotografias.

12 de outubro de 2021 às 01:30
Veja o momento em que a PJ entra na casa de Rendeiro para analisar obras apreendidas

Com a fuga do ex-banqueiro, a juíza, que condenou, em maio, o fundador do BPP a dez anos de prisão, considerou que as peças correm risco de ser desviadas e ordenou que fosse feito um levantamento exaustivo das mesmas.

Para já, segundo apurou o CM, não haverá sinais de alarme. Nos próximos dias, a PJ vai fazer chegar ao processo o relatório completo, no qual vão constar as fotografias de todos os itens e as conclusões sobre se tudo está em ordem.

Da coleção de arte de João Rendeiro fazem parte pinturas, estatuetas e fotografias. As peças estão dispersas por toda a casa, incluindo em cofres, e algumas, como é o caso de estatuetas, podem mesmo ser encontradas no exterior da mansão de luxo. As obras de arte foram apreendidas pela Justiça para garantir o pagamento de indemnizações ao Estado e lesados do BPP. Em causa está o processo no qual Rendeiro foi condenado por branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de poder.

Maria de Jesus Rendeiro, mulher de João Rendeiro, que não o acompanhou na fuga, foi nomeada pela Justiça como fiel depositária das obras de arte. Terá sido ela quem ontem abriu as portas da mansão aos inspetores da PJ e indicou onde estavam as peças. A pressão sobre a mulher do ex-banqueiro é enorme. Caso alguma peça tenha desaparecido ou esteja danificada, é Maria de Jesus Rendeiro quem será responsabilizada. Poderá mesmo incorrer num crime de descaminho ou destruição de bens que estão no domínio do Estado.

O ex-homem-forte do BPP fugiu à Justiça depois de ter sido condenado a pena efetiva de prisão e a decisão de um dos processos ter transitado em julgado. Para já, não se conhece o seu atual paradeiro.

PORMENORES

GNR foi à casa

A semana passada, a GNR também foi a casa de João Rendeiro para confirmar que o ex-banqueiro tinha fugido, como o próprio escreveu no seu blog.

Mais exclusivo

O ex-banqueiro vive num dos condomínios mais exclusivos do País. A vida na Quinta Patiño, em Cascais, é de luxo e os muros do empreendimento protegem os moradores de olhares indiscretos.

Bens em armazém

Os bens penhorados há 14 anos em casa de João Vale e Azevedo foram colocados num armazém em Pero Pinheiro, no concelho de Sintra.

Tentativa de burla

Vale e Azevedo, que vive em Inglaterra, tem processos pendentes na justiça portuguesa como uma tentativa de burla ao banco BCP. O julgamento tem sido adiado.

Falha garantias

No mesmo processo pendente em Portugal, João Vale e Azevedo está ainda acusado de falhar garantias de três milhões de euros em processos judiciais. Alega que tem de ser notificado pelas autoridades britânicas.

Fuga para Londres

O advogado fugiu em 2018 para Londres, dias antes de serem emitidos mandados de detenção em seu nome.

Inspetores da PJ estiveram várias horas na mansão

Os inspetores da Polícia Judiciária chegaram ontem ao condomínio de luxo da Quinta Patiño, em Cascais, por volta das 10h30 para cumprir as ordens do Tribunal Criminal de Lisboa. Saíram passadas duas horas e voltaram ao início da tarde. Verificaram todas as divisões da mansão de João Rendeiro.

Sacristão na igreja da prisão da Carregueira

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