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253 banhistas salvos nas praias

Entre 1 de Junho e ontem foram registados 253 salvamentos de banhistas nas praias algarvias. Neste período oficial de época balnear, segundo o balanço da Autoridade Marítima do Sul, em locais não vigiados morreram duas pessoas e em praias com vigilância voltou a não haver vítimas mortais.

01 de outubro de 2010 às 00:30

O caso fatal mais recente aconteceu há duas semanas, na praia da ilha da Fuseta, em Olhão. A vítima, de 45 anos e nacionalidade alemã, estava com a mulher numa zona não vigiada do areal.

O segundo caso mortal, também em zona não vigiada, aconteceu em Aljezur, no início de Junho. O homem, com 52 anos e de nacionalidade inglesa, perdeu a vida na praia da Amoreira, quando foi tomar banho com a filha, que o encontrou já a flutuar sem vida.

Como não houve vítimas mortais em zonas concessionadas, o comandante da Autoridade Marítima do Sul, Marques Ferreira, faz um "balanço positivo" da época balnear de 2010. "A preparação começou muito cedo, com diálogo muito forte com as câmaras e os concessionários", explicou ao CM. Os 253 salvamentos foram possíveis devido ao "forte dispositivo que uniu nadadores-salvadores, Polícia Marítima, capitanias e projectos especiais que trouxeram mais meios às praias, como moto 4 e carrinhas todo-o-terreno".

Este ano, a Autoridade Marítima contabilizou ainda quatro mortes após quedas em falésias, mas que não são contabilizadas como incidentes nas praias.

QUATRO MORTES EM FALÉSIAS

Apesar de não serem considerados incidentes balneares nas praias, a Autoridade Marítima do Sul registou ainda quatro quedas fatais de falésias durante os meses de Verão.

O último caso aconteceu em Aljezur na terça-feira. Um homem com cerca de 70 anos morreu depois de uma queda numa falésia a norte do Porto da Arrifana. Outro dos casos recentes foi registado há uma semana, em Sagres, e vitimou um turista espanhol, de Sevilha, que estava a tirar fotografias à fortaleza. Terá recuado para captar melhor o monumento histórico e escorregou do cimo da falésia, com cerca de 30 metros de altura. Caiu sobre as rochas, entre a praia da Mareta e a fortaleza, e teve morte imediata.

Em dois dos quatro incidentes mortais ocorridos, as autoridades suspeitam de que se tenha tratado de actos de suicídio.

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