Bens irão juntar-se a outros recolhidos pelas restantes unidades da Força Aérea, sendo posteriormente transportados por via terrestre para entrega às comunidades.
Um avião C-130H da Força Aérea aterrou esta quinta-feira no Montijo com 5,6 toneladas de bens para apoiar as comunidades afetadas pela depressão Kristin, que foram recolhidos em Porto Santo, divulgou este ramo das Forças Armadas.
Esta ação solidária, promovida pela Força Aérea e "dinamizada pelas diversas unidades espalhadas pelo país", tem vindo a reunir bens doados por militares e comunidades locais", explicou esta força, em comunicado.
"O apelo gerou uma forte adesão da população de Porto Santo (Madeira) que, através do Aeródromo de Manobra N.º 3 (AM3) ali sediado, reuniu bens alimentares, artigos de higiene pessoal, material elétrico, artigos diversos para o lar, telhas e tinta", acrescentou.
Estes bens irão agora juntar-se a outros recolhidos pelas restantes unidades da Força Aérea, sendo posteriormente transportados por via terrestre para entrega às comunidades previamente identificadas.
Perante a "resposta massiva", a Força Aérea prevê realizar, nos próximos dias, novos voos para a Madeira e para os Açores, com o objetivo de recolher mais bens.
Diversas equipas militares da Força Aérea percorreram esta quinta-feira habitações nas imediações da Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, com o objetivo de avaliar as necessidades mais urgentes da população, detalhou ainda no comunicado.
Em paralelo, foi efetuado o transporte terrestre de 4000 telhas doadas pela Cooperativa dos Olivicultores de Murça, acrescentou.
Os meios aéreos da Força Aérea continuam "igualmente empenhados na monitorização de áreas críticas, afetadas pelas cheias e pela subida das águas, permitindo identificar populações e infraestruturas em risco".
A Força Aérea tem atualmente cerca de mil militares dedicados, oito meios aéreos empenhados e 53 satélites em utilização, referiu ainda.
Desde 28 de janeiro, a Força Aérea cedeu 69 lonas para cobertura de habitações no distrito de Leiria, transportou, por via terrestre, 35,8 toneladas de bens de primeira necessidade, como géneros alimentares e materiais de construção, e mobilizou mais de 70 equipamentos, incluindo geradores, motosserras, gruas, contentores, monta-cargas, tendas e máquinas pesadas.
A BA5 abriu ainda as suas portas à comunidade, proporcionando 369 banhos quentes e distribuindo 370 refeições, pode ler-se na nota de imprensa.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando esta quinta-feira a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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