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Acusado de terrorismo na Madeira. Radicalizou-se no Reino Unido

Madeirense acusado de quatro crimes pelo MP.

13 de fevereiro de 2026 às 10:11

Um português, originário da Madeira, que se converteu ao Islamismo no Reino Unido, foi acusado pelo Ministério Público por quatro crimes de terrorismo, cometidos nessa região autónoma em 2019 e 2020, divulgou esta sexta-feira o Ministério Público (MP).

A acusação, do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, imputa-lhe dois crimes de incitamentos do terrorismo e dois de glorificação do terrorismo. 

"De acordo com a acusação, ficou indiciado que, entre os anos de 2014 e 2016, durante o cumprimento de pena em estabelecimentos prisionais no Reino Unido, o arguido radicalizou-se e converteu-se ao Islão salafista-jihadista, passando a defender a ideologia defendida pelo Estado Islâmico", descreve o MP.

No Reino Unido, o arguido foi condenado a uma sanção acessória de expulsão e de proibição de entrada naquele país, pelo período de 10 anos, que terminará em maio de 2026, pelo que regressou à ilha da Madeira, no ano de 2016. Na região autónoma "continuou a defender a referida ideologia radical e a manter contactos online com pregadores islâmicos radicais".

"Efetuou publicações nas redes sociais onde difundiu, publicamente, a sua ideologia, glorificando pregadores radicais e motivando outros à prática de ações violentas em obediência à ideologia radical que professa", assinala o MP.

O arguido encontra-se desde o dia 10 deste mês sujeito às medidas de coação de: obrigação de apresentação semanal no órgão de polícia criminal da área da residência; proibição de se ausentar da Região Autónoma da Madeira; proibição da realização de publicações online, em qualquer plataforma, de conteúdos salafistas-jihadistas; proibição de consumir de conteúdos salafistas-jihadistas através do acesso às referidas plataformas ou quaisquer outros meios digitais; e proibição de contacto, por qualquer meio, ainda que por interposta pessoa, com pregadores radicais ou outros indivíduos radicalizados.

O Ministério Público dirigiu a investigação coadjuvado pela Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária.

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