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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Acusado pelo homicídio de presidente dos editores. Pedro Sobral morreu atropelado em Lisboa

Ministério Público acusou de 3 crimes e 4 contraordenações rodoviárias o condutor que matou Pedro Sobral, em Lisboa. Vítima foi atropelada ao andar de bicicleta.

12 de junho de 2026 às 11:58

O Ministério Público acusou por 4 crimes (entre os quais o de homicídio por negligência grosseira), e 4 contraordenações rodoviárias graves e muito graves, o condutor que, na manhã de 21 de dezembro de 2024, atropelou e matou, em Lisboa, Pedro Sobral, o presidente da Associação Portuguesa de Editores Livreiros (APEL).

Segundo informação colocada 'online' pela Procuradoria Geral da República, o arguido, hoje com 30 anos, atropelou a vítima na Avenida da Índia. Pedro Sobral e um amigo andavam de bicicleta, ao início da manhã. O suspeito abalroou a traseira do veículo de duas rodas do empresário, provocando a sua violenta queda no pavimento. O empresário, de 51 anos, viria a falecer em sequência dos ferimentos.

De acordo com a acusação, o condutor colocou-se em fuga, e só se apresentou numa esquadra da PSP, na zona de Cascais, cerca de 4 horas após o acidente.

Além de homicídio por negligência grosseira, o arguido vai ser julgado por condução perigosa, e omissão de auxílio. O MP pede ainda, na acusação, que o homem de 30 anos seja dado como inapto para conduzir, e que o tribunal decrete a carta de condução do mesmo.

A investigação que permitiu a acusação foi realizada pela Brigada de Investigação de Acidentes da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa.

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