A Igreja Adventista do Sétimo Dia está a comemorar o primeiro centenário da sua presença em Portugal, com actos alusivos em todos os templos e comunidades que possui no território português, incluindo Regiões Autónomas.
Milhares de adventistas da área de Lisboa reuniram-se durante o fim-de-semana na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, prolongando-se a efeméride a uma semana de colóquios, que terminará no dia 29, na mesma universidade.
A memória do pioneiro do Adventismo em território português – o pastor Clarence Rentfro que, com a mulher e o filho, desembarcou há cem anos em Lisboa – esteve em grande plano. “A dedicação dos primeiros adventistas é visível no sacrifício, muitas vezes material, em prol da missão que traziam”, lembrou o pastor Artur Machado, responsável pela organização do acontecimento.
Desse tempo inicial, disse, perduraram “três conceitos inspiradores” do movimento adventista português: “Dedicação, visão, empreendimento”. Segundo revelou, um dos episódios dessa dedicação foi dado pelo próprio Clarence Rentfro, que foi obrigado “a empenhar o relógio e o violino para poder viver e prosseguir com a missão de transmitir o Evangelho no nosso país”.
Esses pioneiros, adiantou, tinham visão e não desanimaram, acreditando que a Igreja Adventista “ofereceria à sociedade uma mensagem válida na área da saúde, da família, no campo social e na educação da juventude”. O empreendimento “está ligado à palavra persistência, pois sempre se aproveitaram as oportunidades para falar dos objectivos, da qualidade que a mensagem e o estilo de vida adventistas centrados na Bíblia podiam trazer à sociedade portuguesa”.
AJUDAR O PRÓXIMO
Artur Machado realçou o papel das três palavras inspiradoras como o motor do Adventismo junto das comunidades em que se insere, com uma centena de igrejas e 8500 membros baptizados, não esquecendo a acção social, como programas de saúde e rastreios junto das populações. Os Adventistas mantêm ainda lares para idosos no Funchal, Salvaterra de Magos e Avintes.
O pastor norte-americano Clarence Rentfro chegou a Lisboa a bordo do navio ‘Madalena’, a 22 de Setembro de 1904. Em 1916, doze depois, a Igreja Adventista portuguesa tinha apenas uma centena de membros, mas a expansão seria mais forte nos tempos seguintes.
Em 1997, já atingia os 7920 seguidores e em 2003 (últimos dados disponibilizados por este grupo religioso) chegou aos 8391. A organização em Portugal reparte-se por igrejas locais que têm à sua frente um pastor ordenado.
Encontram-se representadas na União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, actualmente presidida pelo pastor Mário Brito.
NETOS DO FUNDADOR EM PORTUGAL
A comemoração dos cem anos de Adventismo em Portugal contou com a presença dos netos do pastor Clarence Rentfro, vindos dos Estados Unidos da América, o presidente da Divisão Euro-Africana, pastor Ulrich Frikard, e representantes de todas as igrejas adventistas do País.
A projecção de um vídeo documentou aspectos da vida do introdutor do Adventismo no território português, para além de momentos de oração colectiva e cânticos, estes participados pelo Grupo Hossana e por vários coros, como o da Igreja Lisboa-Alvalade, com 160 figuras.
O pastor Mário Brito, presidente da União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia, referiu que, cem anos após a chegada dos primeiros missionários a Portugal, faz-se sentir, com cada vez mais premência, a necessidade e a oportunidade da “proclamação da breve volta de Jesus a este mundo”, dado tratar-se “da própria sobrevivência da Humanidade em causa, pois os sinais que o anunciam são cada vez mais frequentes e intensos”.
CREDO
A Igreja Adventista proclama-se “multi-racial e internacional”, com o “dever de transmitir a imagem de um Deus de amor”. Defende a vida sã e em harmonia FIÉIS
65 por cento dos seus membros têm menos de 30 anos, num total de 14 milhões de fiéis, número que não contempla crianças e jovens, porque esta confissão não pratica o baptismo de crianças.
EXPANSÃO
Está activa em 203 dos 228 países reconhecidos pela União Europeia, com maior concentração na América Latina (34 por cento), África (33 por cento), Ásia (21 por cento) e Europa (seis por cento).
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