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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Agravamento da pandemia adia extinção do SEF

Partido Socialista quer que SEF dure mais seis meses.

25 de novembro de 2021 às 08:38

Será esta quinta-feira aprovado no Parlamento, com votos garantidos de todas as bancadas, um projeto de lei do Partido Socialista que adia em seis meses a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). O projeto usa o agravar da pandemia de Covid-19 no País como justificação. A lei que extingue o SEF prevê para o dia 11 de janeiro de 2022 o fim do organismo, e a criação da Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo, e transferência das competências policiais para a PSP, GNR e Polícia Judiciária.

A proposta socialista propõe que a extinção do SEF seja adiada em 180 dias, a contar da data da publicação da nova lei em Diário da República. “Será necessário reforçar o controlo fronteiriço pelo agravar da pandemia, nomeadamente para controlar a testagem”, diz o projeto de lei.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, apontou “as dificuldades em concretizar a extinção do SEF, num momento de pandemia”. Já Rui Rio, presidente do PSD, considerou “positivo o pedido do PS para adiar o fim do SEF”, de forma que o próximo Governo possa “repensar a situação”.

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