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Correio da Manhã

Portugal

Ataque brutal deixa jovem a lutar pela vida

Vítima foi deixada na rua, em Caminha, inanimada e com o rosto desfeito.
Fátima Vilaça 30 de Julho de 2018 às 01:30
Jovem foi agredido numa rua conhecida pela animação noturna
Rua Direita, em Caminha, é conhecida pela animação noturna
Agressão
Jovem foi agredido numa rua conhecida pela animação noturna
Rua Direita, em Caminha, é conhecida pela animação noturna
Agressão
Jovem foi agredido numa rua conhecida pela animação noturna
Rua Direita, em Caminha, é conhecida pela animação noturna
Agressão
O desentendimento entre os dois grupos terá começado no interior da discoteca Alfândega, em Caminha, na madrugada de domingo e só terminou já na rua, na travessa do Tribunal, conhecida como rua Direita, quando um grupo de pelo menos quatro jovens espancou brutalmente outro jovem de 20 anos - Marcos Pereira -, do outro grupo, deixando-o às portas da morte. "Eu mato-te. Eu mato-te", foi a única frase ouvida pelos moradores antes de o grupo abandonar a vítima.

A brutal agressão aconteceu por volta das 06h00 da madrugada de domingo. Quando chegaram à rua, os moradores deparam-se com "um cenário de horror". "Foi uma brutalidade aquilo que aconteceu. Um ataque bárbaro. O rapaz estava deitado no chão, inanimado, com o rosto completamente desfigurado. Respirava mas de forma aflitiva, com extrema dificuldade", descreveu ao CM uma das primeiras pessoas a chegarem ao local da agressão.

A testemunha, que não quer ser identificada, recorda ter ouvido o som de uma pancada violenta. Ainda estava a dirigir-se à janela para perceber o que se passava e ouviu, repetidamente, outro jovem a gritar: "Eu mato-te". Saiu de imediato para a rua e ainda viu o grupo de agressores a fugir. Alertou os bombeiros de Caminha, que assistiram o jovem no local e o transportaram, em estado crítico, para o Hospital de Viana.

Devido à gravidade dos ferimentos, o jovem, que é residente em Vila Nova de Cerveira, teve de ser transferido para a Unidade de Neurocríticos do Hospital de São João, no Porto.

De acordo com fonte oficial do Comando Nacional da GNR, estava, ao fim da tarde de ontem, em situação clínica estável.

A GNR ouviu ontem algumas testemunhas e está em diligências para tentar identificar o grupo agressor e perceber o que motivou o ataque brutal. À hora de fecho desta edição, o grupo continuava por identificar.

PORMENORES
Discoteca não comenta
Os responsáveis da discoteca Club Alfândega recusaram-se ontem a esclarecer se os jovens foram ou não expulsos do espaço devido aos desacatos.

Agressões frequentes
Jorge Castro, morador da travessa do Tribunal, disse ao CM que o ruído e as agressões são habituais na zona. "Não há fim de semana no verão que não haja aqui zaragatas", atirou.

Jovem em choque assistido
Um outro rapaz de 17 anos teve de ser assistido pelos bombeiros. Teve um ataque de pânico ao ver o estado da vítima.
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