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Correio da Manhã

Portugal
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Alunos protestam

Milhares de alunos dos ensinos Básico e Secundário protestaram ontem nas ruas de algumas cidades de Norte a Sul do País. As vozes de protesto ergueram-se contra a falta de condições materiais e humanas, custos do ensino, exames nacionais no 9.º, 11.º e 12.º anos e nota mínima.
17 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Em muitas escolas foi uma quinta-feira de gazeta. A luta contra os exames nacionais, a falta de condições materiais e humanas e a nota mínima mobilizou milhares de alunos dos ensinos Básico e Secundário
Em muitas escolas foi uma quinta-feira de gazeta. A luta contra os exames nacionais, a falta de condições materiais e humanas e a nota mínima mobilizou milhares de alunos dos ensinos Básico e Secundário FOTO: DR
No Algarve, cerca de duas centenas de estudantes do Secundário, oriundos de várias escolas, percorreram as principais artérias da baixa de Faro, no âmbito da jornada nacional de luta que reivindica mais justiça nas políticas de educação.
O protesto terminou junto ao Governo Civil de Faro, onde uma delegação de alunos – de Faro, Olhão e Loulé – entregou um documento reivindicativo em que, entre outras medidas, exigem mais meios humanos e materiais nas escolas e mais facilidade no acesso ao Ensino Superior, com o fim da exigência da nota mínima de 9,5 valores.
Um pouco mais acima, em Beja, mais de cem alunos de seis escolas, também do Básico e Secundário, manifestaram-se junto ao Governo Civil para exigir políticas de educação “mais justas”, a introdução da disciplina de Educação Sexual e a revogação da Revisão Curricular.
Idênticas exigências motivaram o protesto dos centenas de estudantes de Vila Real. “Os alunos estão unidos e mobilizados”, afirmou Daniel Miguel, presidente da Associação de Estudantes da Escola Camilo Castelo Branco. Os elevados custos do ensino são outro motivo de queixa.
ALENTEJO PERDE 60 ESCOLAS
Cerca de 60 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico no Alentejo vão encerrar no próximo ano lectivo, uma medida contestada por autarquias e populações, mas que a tutela justifica com a melhoria da qualidade educativa.
O director regional de Educação do Alentejo, José Verdasca, explicou que existem na região 463 escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, das quais cerca de seis dezenas deverão encerrar até ao início do próximo ano lectivo. Os estabelecimentos cujo fecho está previsto, no âmbito do plano de reordenamento do parque escolar do Governo, distribuem-se pelos distritos de Évora, Beja, Portalegre e Litoral Alentejano. “Trata-se de escolas que têm até cinco alunos, em áreas mais rurais, interiores e despovoadas, havendo um ou dois casos de escolas com cerca de dez alunos”, disse.
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