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AMADORA QUER EMPRESAS NA FALAGUEIRA/VENDA NOVA

A Câmara da Amadora quer construir um centro empresarial, à semelhança do ‘Tagus Park’ em Oeiras, nos terrenos devolutos da Falagueira/Venda Nova, que integram a Quinta da Falagueira. O objectivo é “fixar a população no concelho através da criação de emprego”, adiantou ao Correio da Manhã o vice-presidente da autarquia, Gabriel Oliveira.

13 de janeiro de 2003 às 00:00

O centro empresarial ocupará 30 hectares, segundo o ‘Estudo de Urbanização para a Área da Falagueira–Venda Nova’, da Bruno Soares/Arquitectos, que prevê ainda a instalação de equipamentos colectivos (35,8 hectares) e a criação de um parque urbano com 62 hectares – 38 públicos e 24 privados –, que integrará parte da Estação de Reprodução Animal e da encosta da Brandoa.

Este manto verde, com zonas de recreio, será prolongado até à Estrada Militar e ao Parque da Boba.

O estudo contempla alguma habitação, pouca, pois destina-se exclusivamente a realojar os que residem em casas degradadas nos terrenos a ocupar e que serão demolidas.

E prevê também uma rede viária, nomeadamente o Nó da Damaia: “A concretização dos nós da CRIL nos termos propostos pela Câmara da Amadora é decisiva para integrar adequadamente a área Falagueira/Venda Nova.”

Uma avenida com cerca de 50 metros, que integra quatro faixas de rodagem com separador central, vias de serviço, estacionamento laterais, passeios arborizados e corredor para eléctrico moderno, está prevista nos terrenos, a par da estação de Metro da Falagueira, a construir junto ao aos novos edifícios dos Paços do Concelho e do Tribunal.

Gabriel Oliveira adiantou ainda ao CM que a Câmara está a preparar um Plano de Pormenor para as freguesias da Brandoa, Alfornelos, Damaia e Reboleira, que determine o que se pode ou não construir. “É que com o Metro o preço dos terrenos vão disparar. Já o Governo fê-la bonita ao vender o Quartel da Damaia por 200 mil contos. Subiu tudo na praça.”

SANTA CRUZ ABRE GUERRA A NÓ

A Comissão de Moradores do Bairro de Santa Cruz, em Benfica, Lisboa, abriu guerrra à Câmara da Amadora, devido à construção do último troço da CRIL com o Nó ou Rotunda da Damaia, projecto já noticiado no CM: “Rejeitamos por completo o pseudo-projecto da Câmara.” E, caso o Instituto das Estradas de Portugal avance com essa solução, irá “para os tribunais, nomeadamente para as instâncias comunitárias”, garantem os responsável pela Comissão.

É que “a Câmara quer o Nó para viabilizar o projecto da Falagueira/Venda Nova”, acusam.

Gabriel Oliveira, vice-presidente do município, responde que a autarquia quer o Nó/Rotunda, por ser a única forma de os munícipes poderem aceder à CRIL. “Sem Nó, a Amadora fica sem acesso à CRIL”, justifica, alertando que a autarquia não concluirá o último troço sem aquela obra.

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