O medicamento Penadur 6.3.3, uma penicilina injectável, usado para tratar as amigdalites das crianças - que não tem substituto em Portugal - está esgotado, obrigando os utentes a pagar muito mais pelas alternativas de tratamento possíveis.
Basta ver que uma injecção de Penadur 6.3.3, que é o suficiente para tratar uma criança custa 2, 11 euros , enquanto que para ter as alternativas, que são os antibióticos orais, os utentes precisam de gastar cerca de 15 euros.
O Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) admite que este fármaco se encontra esgotado há mais de um mês mas o assessor do Instituto garantiu ao Correio da Manhã que “de acordo com a informação prestada pela empresa que o comercializa a 20 de Março serão disponibilizadas cerca de 92 mil embalagens de Penadur 6.3.3”.
Teixeira Brandão, médico do Laboratório Wyeth, que comercializa o produto, explicou ao CM que o Penadur 6.3.3 está esgotado por ter “existido uma procura excessiva em relação à previsão”. O responsável confessa também que esta não é a primeira vez que sucede a ruptura: “De facto, em Setembro, Outubro aconteceu o mesmo”. Teixeira Brandão promete, no entanto, que “em Março a situação será resolvida” e que a empresa vai aumentar a quantidade de embalagens.
A ausência de Penadur 6.3.3 nas farmácias, obriga os médicos a receitarem outros produtos e os doentes a pagarem muitos mais.
Isto porque, segundo vários médicos contactados pelo CM, não há um substituto directo no mercado. Ou seja, não existe nas farmácias um outro remédio com as mesmas características do Penadur 6.3.3, que com uma injecção obtém efeitos rápidos no tratamento de amigdalites nas crianças. Sem o Penadur 6.3.3, os médicos ou recorrem a outras injecções, com efeitos mais demorados, ou recorrem a antibióticos derivados da penicilina. Antibióticos estes muito mais caros e também menos cómodos, uma vez que necessitam de ser tomados cinco dias por semana, três vezes ao dia.
A diferença de preços, essa, é significativa para os bolsos dos doentes: se o Penadur 6.3.3 custa 2,11 euros e tem uma comparticipação de 70 por cento, os antibióticos usados como alternativa, apesar de terem a mesma percentagem de ajuda estatal, têm preços que chegam a atingir os 15 euros.
Certo é que nas situações em que os laboratórios deixam de colocar de tempos em tempos os seus medicamentos nas farmácias, o Infarmed fica de mãos atadas, pelo menos, se a falta do produto for inferior a três meses.
Segundo o Infarmed, “se após a comercialização o medicamento não estiver disponível por um prazo superior a 90 dias, a sua comparticipação pode caducar”. Para que a ajuda estatal caduque aquele instituto solicita ao laboratório “as razões que levaram a empresa a suspender temporariamente o medicamento”.
FALHA VACINA CONTRA SIDA
Uma vacina experimental contra a sida desenvolvida pela VaxGen Inc. parece falhar na imunização da maioria das pessoas, apesar de revelar qualidades promissoras em negros e asiáticos, anunciou a empresa. Em termos globais, a taxa de infecção esperada não foi reduzida na população de alto risco que se disponibilizou para receber a vacina, segundo a empresa. No entanto, a taxa de infecção esperada junto dos 314 voluntários negros que receberam a vacina caiu 78 por cento, uma descoberta que os investigadores admitiram constituir uma surpresa. A taxa decresceu 67 por cento em todos os voluntários não brancos, excepto hispânicos. "Trata-se da primeira vez que temos números específicos sugerindo que uma vacina preveniu a infecção por HIV em seres humanos", sublinhou um responsável.
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