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Correio da Manhã

Portugal
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Arma encravada evitou homicídio

Apontou ao peito da ex-mulher e premiu várias vezes o gatilho.
Ana Isabel Fonseca 18 de Abril de 2016 às 09:39
Polícia e INEM foram chamados em setembro do ano passado para a rua Diogo Cão, no Porto, na sequência do crime
Polícia e INEM foram chamados em setembro do ano passado para a rua Diogo Cão, no Porto, na sequência do crime FOTO: DR
Carlos Pinto não aceitava o fim do casamento de mais de 30 anos. Durante meses aterrorizou a ex-mulher, de 53 anos, com perseguições e ameaças de morte. A 23 de setembro do ano passado, ligou a Manuela Pinto e suplicou-lhe que fosse a sua casa na rua Diogo Cão, no Porto, pois estava doente.

Já no apartamento, apontou a arma ao peito da vítima e premiu o gatilho várias vezes. Manuela só sobreviveu porque a pistola, transformada, encravou. Foi atingida no braço direito quando já fugia.


O arguido foi agora acusado de tentativa de homicídio, violência doméstica e detenção de arma proibida. "Eu vou matar-te, não sais daqui viva", disse Carlos, que está preso e tem a mesma idade da vítima.

A acusação diz que, na véspera, o arguido tinha já esperado a ex-mulher junto à casa dos sogros, a poucos metros da sua habitação. Nessa altura, apontou-lhe uma arma à cabeça durante horas e ameaçou matá-la. Manuela conseguiu convencê-lo a dar-lhe a pistola. No dia seguinte, apenas foi ao apartamento do ex-marido porque ele jurou que não tinha mais armas.

Após o crime, Carlos disparou contra a própria barriga, mas sobreviveu. Depois, desmontou a pistola e escondeu as peças em várias zonas da casa. A acusação do DIAP do Porto diz que, duas semanas antes, Manuela disse ao ex-marido, que era funcionário fabril, que lhe iria entregar os papéis do divórcio. O homem, que será julgado no Tribunal de S. João Novo, chegou a fazer com que a vítima sofresse um acidente de carro.
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