Artur Albarran foi ontem de manhã surpreendido na sua casa, em Nafarros, por militares da GNR que acompanhavam a sua ex-mulher Lisa Hardy numa penhora ordenada pelo Tribunal de Sintra.
O empresário, que ontem à noite tinha viagem marcada para Angola, acedeu em entregar um quadro avaliado em 70 mil euros para o pagamento de uma dívida de prestação alimentar de 20 mil euros.
Lisa Hardy e Artur Albarran estão em processo de divórcio. Segundo José Themudo Barata, advogado de Lisa, “a acção executiva tem por base o acordo homologado de prestação alimentar que não é cumprida por Artur Albarran desde Julho de 2005 e que ascende a 20 mil euros”.
A penhora de bens de Artur Albarran na sua residência, na Rua do Moinho Velho, em Nafarros, teve início pelas 10h00. Inicialmente, foram transportados para dentro de um camião vários sofás.
Posteriormente, as poltronas regressaram a casa. Artur Albarran decidiu então entregar um quadro de Guilherme Parente, pintado no ano 2000, uma pintura abstracta avaliada em 70 mil euros.
O empresário tem agora de 20 a 30 dias para efectuar o pagamento da dívida em dinheiro, junto do Tribunal. Em caso de incumprimento, o Tribunal de Família e Menores de Sintra procederá à venda judicial da obra de arte, a fim de entregar a Lisa Hardy o montante da prestação de alimentos não cumprida pelo marido. Se sobrar dinheiro da venda do quadro, a verba restante será devolvida ao empresário.
Artur Albarran e Lisa Hardy têm duas filhas. O empresário vive actualmente com Sandra Nobre, de quem tem uma filha. Após a penhora, nem Albarran nem Sandra Nobre quiseram fazer comentários.
Lisa Hardy contesta o divórcio litigioso que o antigo jornalista lhe moveu. Acusa o marido de tê-la impedido de conviver com as filhas desde 2003. Lisa obteve, entretanto, uma decisão judicial que lhe permite estar com as filhas durante um fim-de-semana de 15 em 15 dias.
O divórcio de Artur Albarran e Lisa Hardy coincide no tempo com o fim da imagem de empresário de sucesso que criou, em 1997, o gigante imobiliário Euroamer. Hoje, a actividade empresarial de Artur Albarran permanece sob investigação da Justiça, num processo à ordem do qual, em Junho de 2005, o empresário foi constituído arguido pelos crimes de burla fiscal e de abuso de confiança fiscal. O processo tem por base um relatório elaborado pela Inspecção-Geral das Finanças (IGF) sobre a Euroamer. Com 53 anos e pai de um filho e cinco filhas, Artur Albarran nasceu em Moçambique. Aos 18 anos começou a trabalhar no Rádio Clube Português, em Lisboa. No período pós-25 de Abril, o próprio define-se: “Fui-me esquerdizando nas minhas convicções, na defesa do poder popular”. Envolveu-se então com o Partido Revolucionário do Proletariado, liderado pela médica Isabel do Carmo. Albarran rejeita, contudo, que o associem a acções violentas então praticadas, como assaltos a bancos. Como jornalista, fez sucesso na televisão. Mais tarde abandonou o pequeno ecrã, optando pela carreira de empresário na área do imobiliário, onde se tornou sócio do antigo embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Frank Carlucci.
SANDRA NOBRE DISCUTE COM LISA HARDY
A ex-mulher Lisa Hardy e a actual companheira de Artur Albarran, Sandra Nobre, envolveram-se ontem numa discussão durante o processo que culminou com a retirada do quadro de Guilherme Parente da casa do empresário, em Nafarros, Sintra. Segundo o CM apurou, Sandra Nobre ficou exaltada quando viu Lisa Hardy a entrar na casa de Artur Albarram, acompanhada pelo advogado, José Themudo Barata e da solicitadora do Tribunal de Família e Menores de Sintra. A companheira do empresário segurou no braço de Lisa Hardy com o objectivo de pô-la fora de casa. Lisa acabou por esperar na rua que a diligência de penhora ficasse concluída, confirmando que Sandra Nobre a puxara por um braço. “Penso que ela se excedeu nas palavras: estava perturbada e nervosa”, disse Lisa Hardy.
EMBAIXADOR A ARDER
“A embaixada está a arder... e bem!” disse Albarran aos microfones da Rádio Renascença, em 1975, relatando o incêndio da embaixada de Espanha em Lisboa. Em entrevista à ‘Focus’, em 2004, esclareceu: “Infelizmente não fui eu a incendiá-la”. E acrescentou: “Temos de enquadrar as coisas no tempo, o incêndio foi a expressão de um direito (extremo, reconheço) à indignação” por Franco ter mandado fuzilar dois extremistas de esquerda.
'AMIGO' DA CIA
Os negócios com o ex-embaixador americano em Lisboa e ex-director da CIA Frank Carlucci fizeram correr o boato de ligações à CIA. Albarran rejeita qualquer envolvimento com a secreta americana.
CORRUPÇÃO
Arguido no caso da Euroamer, Albarran recusa ser visto como corrupto. “As pessoas hão-de perceber que a montanha acaba por parir um rato”.
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