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Correio da Manhã

Portugal
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Autarca investigado por 500 mil euros suspeitos. MP pediu arresto de bens

Júlio Sarmento comprou cinco casas na Guarda e Algarve.
Luís Oliveira 3 de Dezembro de 2019 às 08:57
Júlio Sarmento foi acusado pelo Ministério Público
Câmara Municipal de Trancoso
Júlio Sarmento foi acusado pelo Ministério Público
Câmara Municipal de Trancoso
Júlio Sarmento foi acusado pelo Ministério Público
Câmara Municipal de Trancoso
O ex-presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, é um dos oito arguidos acusados pelo Ministério Público da prática de crimes de prevaricação de titular de cargo político, participação económica em negócio e falsificação de documento.

Na sequência da investigação levada a cabo pela PJ da Guarda, o DIAP de Coimbra requereu o arresto de bens de 498 mil euros, património que considera "incongruente" com os rendimentos lícitos do ex-autarca, onde estão inseridas cinco casas que comprou em Trancoso, Guarda, e Algarve.

São ainda arguidos no processo dois ex-vereadores do executivo liderado por Júlio Sarmento, um ex-presidente de junta e quatro empreiteiros.

Os factos ocorreram de 2008 e 2013. O Ministério Público acredita que Júlio Sarmento arquitetou um plano com os outros arguidos de forma a concretizar obras que não estavam inseridas no orçamento da autarquia devido à sua débil situação financeira. As obras foram contratadas pelas juntas de freguesia às empresas e estas reclamavam o pagamento à autarquia, o que Júlio Sarmento assumia sem suporte legal. O valor das obras, como estradas e saneamento básico em freguesias, também foi inflacionado.

O Ministério Público requereu a perda de mandato para os dois arguidos que na altura dos factos eram vereadores do executivo e que hoje ocupam a mesma posição, mas na oposição. Júlio Sarmento (PSD) foi autarca entre 1986 e 2013. Saiu devido à limitação de mandatos.
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