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BACTÉRIA ENCONTRADA EM PRONTO-A-COMER

Uma bactéria, de efeito prejudicial à saúde, foi encontrada em duas refeições prontas-a-comer, no âmbito de um estudo realizado pela Deco– associação de defesa de consumidores. Responsável pela infecção denominada lestiriose, cujos sintomas são febre, dores musculares, náuseas e diarreia, a “Listéria monocytogenes” revelou-se na salada de orelha do Pingo Doce da Avenida da República, em Vila Nova de Gaia, e no arroz branco da loja da Avenida Duque d’ Ávila, em Lisboa.

27 de fevereiro de 2003 às 00:00

Questionada a propósito, Marta Maia, porta-voz da cadeia de supermercados, afirmou ao Correio da Manhã que, actualmente, “só algumas lojas num universo de 190 vendem refeições prontas a comer”, notando que a retirada dos produtos resultou da revisão do sortido, em função da apetência do consumidor.

Notou, por outro lado, que após tomar conhecimento dos resultados do estudo da Deco, o grupo Jerónimo Martins, proprietário do Pingo Doce solicitou a “entidades externas conceituadas” a análise dos produtos e os resultados foram “contraditórios com os da Deco”, “negando-se” esta, de seguida, a realizar novo estudo.

Em referência ao que será publicado na edição de Março da Proteste, as principais falhas encontradas em 28 refeições prontas-a-comer relacionam-se com o mau estado de conservação dos alimentos e a falta de cuidados básicos de higiene. Apontam-se, nomeadamente, “temperaturas inadequadas, manipulação descuidada e falta de condições do expositor”, de que é exemplo a mistura de alimentos crus com refeições preparadas, a qual propicia a contaminação cruzada.

A Deco aponta o dedo à “ineficácia da fiscalização” no sector da alimentação, a cargo da Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar. Uma acusação que o director-geral daquele organismo, António Ramos, refuta, notando que, em 2002, foram controlados 17 mil operadores económicos e feita a colheita de 4800 amostras de produtos alimentares. No mesmo ano foram instaurados 3600 processos e suspensa a actividade de cerca de 200 operadores, disse ao Correio da Manhã.

“Também nós descobrimos determinado tipo de situações, mas os produtos não conformes são em percentagem baixa. Haverá 300 situações de não conformidade – relacionadas, por exemplo, com o azeite ou os cereais de pequeno-almoço – em 4800 amostras”, adiantou António Ramos. “Como órgão fiscalizador, actuamos da única maneira possível - a recolha aleatória de amostras”, concluiu.

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