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Correio da Manhã

Portugal
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Barco foi ao fundo

Seis pescadores viveram ontem de manhã momentos de pesadelo, quando o seu barco de madeira, destinado à captura de peixe espada preto, começou a meter água em mar alto. Apesar do esforço da tripulação para tentar trazer o ‘Bruno Gonçalo’ até terra, este acabou por se afundar ao largo de Sagres. Os tripulantes foram recolhidos pelo salva-vidas ‘Rainha D. Amélia’.
31 de Agosto de 2006 às 00:00
O mar estava picado, com ondulação de dois metros, mas nada a que pescadores experientes não estejam habituados. Os seis tripulantes começaram o dia a recolher a arte de palangre deixada no mar no domingo. Mil quilos de peixe espada preto já haviam sido retirados dos anzóis. A normalidade do dia de pesca foi abruptamente alterada.
“O barco começou a meter água na zona da proa, provavelmente devido a um problema com a calafetagem ou com alguma tábua. Pusemos as duas bombas a retirar água e o motor na velocidade máxima na tentativa de atingir terra. A água acabou por alagar a casa das máquinas, fazendo parar o motor”, relatou ao CM João Batista, mestre.
O barco em perigo efectuou um pedido de socorro, via rádio, para o Centro de Busca e Salvamento. A Capitania de Lagos fez seguir imediatamente para o local o salva-vidas ‘Rainha D. Amélia’, de Sagres.
Todos os pescadores vestiam coletes salva-vidas e foram resgatados sem ferimentos, embora de coração destroçado pela perda do barco – que está agora a mais de 100 metros de profundidade.
LANCHA DE RECREIO VIROU-SE
Uma lancha de recreio, de nome ‘Difiri’, registada em Faro, naufragou ontem com oito pessoas a bordo – uma delas um bebé de quatro meses – pouco depois das 11h00, em frente à praia de Vale do Lobo, Loulé.
Dado o alarme, a pronta intervenção de alguns populares, dos nadadores salvadores e de elementos da Polícia Marítima, apoiados por uma mota de água e uma lancha da capitania de Olhão, permitiu resgatar os passageiros, que não sofreram ferimentos. A Marinha providenciou o reboque da embarcação de nove metros, que ficou inutilizada, para a Marina de Vilamoura, com o auxílio de um barco de pesca.
Aristides dos Santos, proprietário da lancha, explicou que se dirigia para terra, para descarregar os passageiros, quando uma onda mais alterosa “virou o barco, que encalhou e começou a meter água”. Segundo Aristides dos Santos, o facto do naufrágio ter ocorrido perto de terra permitiu que todos os passageiros, “fossem retirados sem sofrerem ferimentos”.
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