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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros esperam noite difícil no combate às chamas devido ao vento no Algarve

Incêndio que deflagrou na sexta-feira em Aljezur.
Lusa 21 de Junho de 2020 às 00:22
Incêndio em Aljezur dominado pelos bombeiros
Incêndio em Aljezur
Incêndio em Aljezur dominado pelos bombeiros
Incêndio em Aljezur
Incêndio em Aljezur dominado pelos bombeiros
Incêndio em Aljezur
As equipas que combatem o incêndio que deflagrou na sexta-feira em Aljezur esperam uma "noite difícil", com reativações, devido ao forte vento que se faz sentir, à semelhança do que aconteceu durante o dia, disse a Proteção Civil.

Na conferência de imprensa para fazer o ponto de situação do combate ao incêndio, que alastrou aos concelhos de Lagos e Vila do Bispo, o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Faro, Vítor Vaz Pinto, disse que o vento norte de noroeste causou várias reativações durante o dia, mas as equipas conseguiram responder e manter o fogo controlado.

"O vento não deu tréguas e houve um conjunto de reativações, que foram debeladas com maior ou menor dificuldade", afirmou Vaz Pinto, destacando o "profissionalismo" e o trabalho de "excelência de todos os profissionais envolvidos no combate".

O Comandante Distrital de Faro adiantou que o dispositivo vai manter-se no terreno e contava, às 20:10, com 476 operacionais, 155 veículos e oito máquinas de rasto, que vão tentar durante a noite consolidar a rescaldo da zona afetada, depois de, durante o dia, o combate ter contado com o apoio de 11 meios aéreos.

"Felizmente, e dada a complexidade do incêndio, não há danos pessoais, nem em combatentes nem na população", garantiu Vaz Pinto, frisando que a prioridade é a salvaguarda das pessoas, dos bens e do património ambiental.

A mesma fonte disse ainda que 35 pessoas tiveram de ser deslocadas devido ao fogo e que a Junta de Freguesia de Vila do Bispo estava a preparar uma solução para a eventualidade de precisarem de acolhimento, o que não foi necessário porque todos encontraram solução pelos próprios meios.

"Vamos ter uma noite difícil, como o dia de amanhã e os próximos dias também", antecipou Vaz Pinto, sublinhando que não é possível prever quando o incêndio pode ser dado como extinto.

Vaz Pinto disse ainda que o ataque inicial ao incêndio, na sexta-feira, em Vilarinha, Aljezur, foi feito de forma "musculada e ampliada", porque a área em questão estava identificada como área de risco, mas as condições de vento têm dificultado o trabalho e provocado os reacendimentos, que também são esperados durante a noite.

O comandante Richard Marques, que esteve à frente da operação durante a tarde, explicou que a área afetada tem "25 quilómetros de perímetro e 10 de extensão da cauda à cabeça", mas garantiu que os meios têm estado posicionados nas zonas de maior risco para atacar eventuais reacendimentos.

No entanto, reconheceu que o processo de consolidação do rescaldo pode ainda demorar uns dias a ser feita.

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