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Correio da Manhã

Portugal
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Bombeiros fazem parto no quartel

Era uma da manhã de ontem quando os gritos de Cláudia Correia, de 33 anos, ecoaram no parque de viaturas dos Bombeiros de Marco de Canaveses. A jovem mulher estava a entrar em trabalho de parto e já não houve tempo para a transportar ao hospital.
7 de Março de 2012 às 01:00
Bombeiros Diogo Coelho, João Soares e Daniel Moura
Bombeiros Diogo Coelho, João Soares e Daniel Moura FOTO: direitos reseravdos

"Só conseguimos tirar a senhora do carro e colocá-la na maca. Mal entrou na ambulância rebentaram as águas e vimos logo o bebé. Foi uma questão de segundos", conta Daniel Moura, de 37 anos, bombeiro há mais de 18. A cesariana estava marcada, mas o pequeno Pedro Daniel acabou por nascer de parto normal. "Foi muito complicado, porque o bebé estava sentado e tinha duas circulares do cordão umbilical enroladas ao pescoço. Conseguimos removê-las e o bebé ficou estável e a chorar", explica o bombeiro.

A viatura médica do INEM foi ao encontro dos Bombeiros de Marco de Canaveses e acabou por transportar mãe e filho ao Hospital Padre Américo, em Penafiel. Após observação, foram transferidos para o Hospital de São João (Porto) devido a complicações com o bebé. À hora de fecho da edição, mãe e recém-nascido continuavam na unidade do Porto.

Para o bombeiro Daniel Moura, o parto de Pedro Daniel foi o quarto que realizou. "Este foi o mais difícil. Felizmente, correu tudo bem, mas foram momentos muitíssimo complicados. Estamos a falar de duas vidas que estão nas nossas mãos, e se algo corre mal ficamos com isso na nossa cabeça para sempre", diz Daniel Moura, que já é padrinho de uma das crianças que ajudou a nascer.

Desde 1 de Janeiro, os bombeiros, de várias corporações do País, já realizaram dez partos, seis dos quais em ambulâncias.

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