Autópsia revelou que jovem estudante morreu devido a golpe profundo no crânio. Vestígios de abuso sexual e violação vão ser sujeitos a mais exames
A autópsia ao corpo de Bruna Nunes revelou que a estudante, de 17 anos, morreu devido a golpe profundo provocado por um objeto corto-contundente semelhante a um machado. O exame médico-legal foi realizado ontem, mas os indícios de uma possível violação ainda vão ser sujeitos a exames laboratoriais. O padrasto continua em fuga. O funeral da jovem realiza-se hoje no Rogil, em Aljezur.
O crime bárbaro deixou a família de Bruna em estado de choque. "Estamos a viver um pesadelo, um filme de terror. Conviver com um assassino estes anos todos sem pensar que podia acontecer uma coisa destas...", confidenciou ao CM uma amiga da família, que confirmou que o companheiro da Lília Silva, mãe de Bruna, "era muito violento." Miguel, de 33 anos e nacionalidade romena, ao que o CM apurou, já tinha antecedentes de violência e foi mesmo detido em 2010 pela GNR depois de destruir móveis em casa e por ameaças a militares, após o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Miguel fugiu no sábado no Mercedes de Lília, depois de ter passado pelo local onde foi encontrado o corpo da jovem pela Polícia Judiciária, domingo, em Aldeia Velha. Ao que o CM apurou, o suspeito levou o ouro da família e fugiu de carro em direção ao país de origem, a Roménia. Já terá sido detetado pelas autoridades em Espanha, mas ainda não foi detido.
O corpo da jovem está durante esta manhã a ser velado em Aljezur. O funeral realiza-se hoje no Rogil, pelas 14h00.
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