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Correio da Manhã

Portugal
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Buraco na ponte isola localidade (COM VÍDEO)

Há três meses que os moradores da freguesia de Gião, em Vila do Conde, não podem usar a principal ponte de acesso à localidade, por onde passa a EN306. O buraco no tabuleiro da ponte, causado pelas chuvas, fez com que a circulação fosse cortada ao trânsito. Os habitantes continuam a ter de fazer mais de oito quilómetros por ruas estreitas, para entrar ou sair da freguesia.
4 de Fevereiro de 2012 às 01:00
Ponte que liga Gião a Modivas tem um buraco no centro, devido a forte chuvada em Outubro de 2011
Ponte que liga Gião a Modivas tem um buraco no centro, devido a forte chuvada em Outubro de 2011 FOTO: Maria João Marques

Também os alunos e os idosos têm de fazer mais de dois quilómetros para conseguir apanhar o autocarro, para ir para a escola ou para o hospital. "Isto é uma vergonha. A estrada era usada pelos automobilistas que queriam fugir às portagens da A28. Agora é preciso passar de mota ou a pé, com muito cuidado", disse, revoltado, Aires Silva, um morador de Gião.

Para o problema ser solucionado é preciso que as Estradas de Portugal e outras duas empresas cheguem a acordo. "As Estradas de Portugal já garantiram que a obra vai ser adjudicada em meados de Fevereiro. Agora é preciso que a canalização da Galp e as infra-estruturas da rede de águas cheguem a um acordo. O que está a demorar demasiado", referiu Adelino Sousa Lima, presidente da Junta de Freguesia.

Agora a população tem de fazer grandes desvios por artérias que antes tinham pouco movimento.

"Os camiões, às vezes, têm de fazer muitos metros em marcha atrás para conseguirem passar. É preciso uma solução urgente", reclama.

SOLUÇÃO É MATERIAL MILITAR

A ponte está cortada ao trânsito desde 26 de Outubro de 2011, altura em que um grande temporal se abateu sobre Vila do Conde. Para o edil, uma das soluções para a população seria colocar, até ao arranque da obra, uma ponte militar para ligar as duas margens. "Eles têm material que permite aguentar grandes toneladas por isso seria o ideal, enquanto não é resolvida a situação", explicou ao CM Adelino Sousa Lima. Sem automóveis a circular, também os comerciantes se queixam do negócio. "As bombas de gasolina não facturam como facturavam e o café aqui mesmo ao lado só tem os clientes aqui da terra. Antes havia centenas de carros a passar", referiu Aires Silva. 

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