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Caça ao veado

Seis veados e três javalis foram ontem caçados na primeira montaria autorizada aos veados na Serra da Lousã. Um “grande dia”, garantiram os caçadores, que pretendem que iniciativas deste género se mantenham. “Quando o abate é controlado, a dizimação da espécie não se coloca”, dizem.

17 de dezembro de 2006 às 00:00

A mancha, com cerca de 350 hectares, permitiu a presença de 60 caçadores. Depois do pequeno-almoço, no Castelo de Penela, seguiram para a floresta. Com 275 cães – onze matilhas de 25 cães cada – espalhados pelas encostas, os caçadores foram avisados para o facto de apenas poderem abater machos, em virtude do abate controlado da espécie estar legalmente estabelecido. Conscientes das regras, chegaram ao final com seis veados caçados e muitos outros avistados.

José Alberto Silva, presidente da Associação de Caçadores da Espinheira e Lagarteira, mostrou-se agradado por “ter corrido tudo bem”, justificando as elevadas expectativas dos caçadores por ser “a primeira montaria aos veados autorizada na Serra da Lousã.

“A caça aos veados favorece toda a gente”, assegurou, antes de acrescentar que “os caçadores não querem dizimar a espécie”.

O número e a qualidade dos animais avistados e a certeza de os disparos dos caçadores, que não caíram na tentação de abater fêmeas, são “a prova de que os cervídeos não correm risco de extinção”. O repovoamento destes animais na Serra da Lousã, recorde-se, iniciou-se há 14 anos.

Organizada pela Associação de Caçadores da Espinheira e Lagarteira, com o apoio da Câmara Municipal de Penela, esta montaria surgiu no âmbito de um projecto de regularização do número de veados, com o objectivo de atenuar os prejuízos causados por aqueles animais aos agricultores.

A satisfação global dos caçadores, mesmo dos que não dispararam, era visível. “Passaram mesmo ao meu lado”, explicou um dos homens, antes de ser interrompido por outro: “Também os vi passar, mas não consegui acertar-lhes.”

No grupo, houve quem tivesse ficado fascinado. “Fica para a próximas, mas só por os ter visto já valeu a pena ter vindo.”

Cervus elaphus é o seu nome científico. Distribuem-se desde a Europa até à Ásia e Norte de África. São mamíferos herbívoros que se alimentam de rebentos de arbustos, plantas e casca de árvore. Pesam entre 100 e 200 quilos e medem cerca de 1,20 metros. Fora da época de acasalamento, as fêmeas vivem em grupos, enquanto os machos são solitários.

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