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Câmara cancela limites à internet

A Câmara de Lisboa suspendeu ontem à tarde uma medida anunciada de manhã, voltando atrás na decisão de limitar o acesso à internet aos seus funcionários a partir de segunda-feira. Em causa estava uma mensagem de correio electrónico enviada aos trabalhadores, na qual se justificava a decisão com a necessidade de “proporcionar um melhor acesso à internet”.

26 de janeiro de 2008 às 00:30

No documento, a que o CM teve acesso, dava-se conta de que a entrada em vigor da medida restringia “o acesso diário à internet nos períodos entre as 09h30-12h30 e as 14h00-17h30”. Neste horário, só os sites permitidos pelo Departamento de Modernização Administrativa e Gestão da Informação (DMAGI) poderiam ser alvo de consulta. Foi mesmo colocado num site de acesso restrito aos quadros da autarquia a lista de páginas autorizadas. “Esta restrição não abrange as páginas internas das CML, nem as associadas à mesma”, lê-se na mensagem enviada pela manhã.

Conforme o CM pôde confirmar, além de a lista conter uma ligação ao Millennium BCP, um dos endereços dava acesso a uma página de ‘namoro rápido’, com fotografias de homens e mulheres à procura de relacionamentos sexuais, amorosos ou de simples amizade. Na mesma comunicação, os funcionários foram informados de que, caso “necessitem de acesso externo nos períodos acima mencionados, devem solicitá-lo ao superior hierárquico, que posteriormente requer (em formulário próprio e devidamente fundamentado) ao director do DMAGI os respectivos procedimentos”.

Questionado pelo CM sobre as razões que motivaram esta limitação do acesso à internet, Duarte Moral, assessor de António Costa, revelou que esta fora entretanto suspendida: “Já seguiu outra comunicação aos funcionários a dar conta de que a medida não é para aplicar até ser encontrada uma solução compatível com a actual situação financeira da Câmara Municipal de Lisboa.” Segundo fontes de vários departamentos da autarquia, até ao final da tarde não existia qualquer informação a cancelar a medida de restringir o acesso à internet. O assessor de António Costa alegou ainda que “não existe nenhuma restrição mas sim uma limitação ao acesso, pois o servidor da câmara não mantinha a mesma rapidez de comunicação”.

Confrontado com a lista de páginas permitidas, nomeadamente a ligação a uma página de relacionamentos, a resposta do assessor foi taxativa: “Não existe lista nenhuma. Essa lista deixa de existir com a suspensão da medida.”

EQUÍVOCO INTERACTIVO

Segundo a mensagem enviada aos funcionários da CML, as restrições não se aplicavam a sites associados à autarquia. Assim sendo, uma explicação lógica para a inclusão da página de encontros www.lisboactiva.com entre os permitidos será uma eventual confusão com o site www.lisboainteractiva.cm-lisboa.pt.

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