Declaração tem efeitos imediatos e está em vigor até às 23h59 de sábado.
A Câmara de Castelo Branco declarou esta quinta-feira a Situação de Alerta para todo o território do concelho, válida até sábado, sem prejuízo da sua eventual prorrogação caso a evolução da situação o justifique.
"A declaração tem por objetivo assegurar a coordenação institucional e operacional das entidades envolvidas, bem como reforçar a capacidade de resposta municipal face aos efeitos da depressão Kristin, atendendo à previsão de manutenção de condições meteorológicas adversas", informou o município de Castelo Branco.
Face à Situação de Alerta decretada pelo município, todas as entidades públicas e privadas com especial dever de cooperação ficam obrigadas a prestar o apoio solicitado pela Autoridade Municipal de Proteção Civil.
A declaração abrange todo o território do concelho de Castelo Branco, com efeitos imediatos e está em vigor até às 23h59 de sábado.
A autarquia justificou ainda esta decisão com base na informação meteorológica disponível, que mantém a previsão de persistência de condições meteorológicas adversas, suscetíveis de agravar os efeitos já verificados pela passagem da depressão Kristin, nomeadamente ao nível do vento forte, precipitação intensa e instabilidade das estruturas.
"Considerando que a situação descrita configura um agravamento excecional do risco coletivo, exigindo a adoção imediata de medidas de caráter preventivo, especial e excecional, com vista à salvaguarda de pessoas e bens, bem como à reposição da normalidade".
Neste âmbito, é determinada a manutenção da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em modo de prontidão reforçada, reforçada a vigilância e monitorização de zonas de risco, prioridade absoluta às ações de socorro, salvamento e assistência às populações, incluindo realojamento temporário sempre que necessário e interdição ou condicionamento de acessos a vias rodoviárias, espaços públicos e edifícios que apresentem risco para a segurança de pessoas e bens.
São também reforçados os meios humanos e materiais afetos às operações de proteção civil, podendo ser determinado o prolongamento de horários e a mobilização excecional de recursos municipais e é garantia da operacionalidade dos serviços essenciais, nomeadamente energia, água, saneamento, comunicações e saúde, em articulação com as entidades competentes, entre outras.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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