Foi apresentada ontem a biografia do Cardeal José Saraiva Martins, na livraria Alêtheia em Lisboa. Uma obra de Andrea Tornielli intitulada "Quando a Igreja sorri" que retrata a história da Igreja desde o início do século XX ao mesmo tempo que expõe os episódios mais significativos da vida do Cardeal. A apresentação ficou a cargo de Vítor Feytor Pinto e contou com a presença de vários ilustres como D.Duarte de Bragança e Maria Barroso. <br/>
"Esta obra transcreve a vida de um príncipe da Igreja que sempre demonstrou uma enorme capacidade de serviço para a Igreja e para a humanidade", disse Vítor Feytor Pinto perante dezenas de pessoas que assistiram à apresentação da obra.
Para o Cardeal Saraiva Martins esta biografia sublinha o sorriso da Igreja, um sorriso que significa o optimismo, a esperança e a humanidade profunda que a Igreja tem de ter e que se deve reflectir em todos os cristãos. "A Igreja não deve ser encarada como uma entidade abstracta, a Igreja somos todos nós e o optimismo e a esperança devem estar presentes na vida de cada um", frisou acrescentando que " o mundo de hoje é um mundo desiludido, sem esperança e precisa de ser encarado cada vez mais com optimismo". Quanto à crise económica que o país atravessa o Cardeal diz tratar-se acima de tudo de uma "crise de ética" que reflecte "uma grande injustiça social".
O Cardeal esteve presente na comemoração dos 50 anos do Cristo Rei de Almada, um evento que caracteriza como "um grande acontecimento" não só para a Igreja Portuguesa mas também para a Igreja Universal. "O monumento do Cristo Rei não deve ser uma memória do passado nem deve ser visto como um simples miradouro mas sim como um santuário, um símbolo da fé do povo português", sublinhou o Cardeal, Presidente Emérito da Congregação para as Causas dos Santos.
“CRISE ECONÓMICA É CRISE DE ÉTICA E DE VALORES": Saraiva Martins, Prefeito Emérito para a Causa dos Santos
Correio da Manhã –Foi ontem apresentada a sua biografia, intitulada ‘Quando a Igreja Sorri’. Qual o significado deste título?
Cardeal Saraiva Martins – Nesta biografia, o autor ultrapassa a minha vida pessoal e sublinha a História da Igreja. Este sorriso da Igreja, que o autor vê encarnado na pessoa do cardeal, significa o optimismo, a esperança e a humanidade profundas que a Igreja tem de ter e que se deve reflectir em todos nós.
–Esteve presente na comemoração dos 50 anos do Cristo-Rei de Almada. Qual é o balanço que faz deste evento religioso?
– A comemoração dos 50 anos do monumento do Cristo-Rei teve uma grande afluência que exprime a fé do povo português. Foi um grande acontecimento não só para a Igreja de Almada ou de Lisboa, mas também para a Igreja Portuguesa e até para a Igreja Universal.
–Acredita que a crise económica no País aumente a fé dos portugueses?
–A crise económica é, acima de tudo, uma crise ética, de valores, que reflecte uma grande injustiça social. A crise tem um efeito muito benéfico no aumento da fé em Deus e também no Homem. As crises da humanidade devem-se à falta de respeito pelos Direitos do Homem. É fundamental acreditar no Homem para haver Paz.
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