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Correio da Manhã

Portugal
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Carro desfila na Queima com referência ao Holocausto e nazismo mas sem nome

Ideia alude aos comboios em que os judeus eram transportados para os campos de concentração.
3 de Maio de 2019 às 00:39
Queima das fitas em Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra
Queima das fitas em Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra
Queima das fitas em Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo de finalistas da Queima das Fitas de Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra
Cortejo da Queima das Fitas em Coimbra

Os estudantes finalistas do curso de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra queriam desfilar na Queima das Fitas com um carro alegórico chamado "Alcoholocausto".

A ideia alude aos comboios em que os judeus eram transportados para os campos de concentração, durante o genocídio de judeus na II Guerra Mundial. 

De acordo com o jornal As Beiras, a direção da Faculdade interveio e impediu os alunos de levar a ideia avante: o carro vai desfilar sem nome. 

Também tinha surgido uma petição em que se pedia a mudança do nome, que conta com mais de 560 assinaturas.

"Alcoholocausto": Cortejo da Queima das Fitas de Coimbra gerou polémica por causa do nome 
O nome escolhido pelos estudantes de História da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para o carro alegórico para o próximo cortejo da Queima das Fitas gerou controvérsia na comunidade académica.

A justificação prende-se com o facto de os estudantes terem intitulado o carro alegórico de "Alcoholocausto". 

Depois de saberem da polémica que se estava a gerar em torno da ideia do carro alegórico a apresentar este ano, os Novos Fitados de História 2018/2019 escreveram um comunicado nas redes sociais em que justificavam o porquê das escolhas feitas. 

Na publicação via Facebook, os estudantes explicam que o "carro não é apenas constituído pelo seu nome. É constituído por estudantes de história, conscientes dos acontecimentos da história europeia do século XX. Assim como da própria estrutura do carro, que após ser pública, temos a certeza que irá descansar as mentes mais fervorosas".

Os estudantes universitários realçavam não ter "como objetivo enaltecer aquilo que foi o holocausto, muito menos denegrir, difamar, caluniar ou desmentir o sucedido".

"Apenas criámos o termo 'Alcoholocausto' para resumir o que nós, estudantes conscientes de história, consideramos que o Ensino Superior em Coimbra, atualmente, é. É um CAOS. Tanto na faculdade, como na realização do carro", diziam.

A ideia para o carro alegórico deste ano passa por, segundo os alunos, "criticar e apontar o dedo às principais falhas" que os estudantes dizem existir "tanto na realização do curso, como no quotidiano". 

Os alunos explicam ainda que juntar a palavra "àlcool" à palavra "Holocausto" tem como objetivo fazer referência à facilidade do acesso ao álcool no dia do cortejo académico.

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