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Correio da Manhã

Portugal
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Casal burla 100 famílias com casas para férias

Usavam fotos de anúncios verdadeiros para atrair vítimas e fazê-las pagar, sobretudo por moradias no Algarve.
Isabel Jordão e Patrícia Lima Leitão 14 de Abril de 2018 às 01:30
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Moradia em Olhos de Água
Ana Paula Silva, uma das vítimas
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Moradia em Olhos de Água
Ana Paula Silva, uma das vítimas
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Sérgio Silva e Tânia Tomé
Moradia em Olhos de Água
Ana Paula Silva, uma das vítimas
Um casal residente na Batalha é suspeito de burlar pelo menos uma centena de pessoas de norte a sul do País, causando 50 mil euros de prejuízo, ao arrendar casas que não lhe pertencem para férias e fins de semana, sobretudo moradias à beira-mar no Algarve. Segundo apurou o CM, há queixas em várias esquadras da PSP e postos da GNR que estão a ser reunidas para juntar num processo.

Os dois suspeitos, Sérgio Silva e Tânia Tomé, ambos com 30 anos, foram detidos em casa, na quinta-feira, pela Judiciária de Leiria, no âmbito de um processo de Lisboa, para serem interrogados em tribunal. Segundo uma fonte judicial, Sérgio Silva já tem "inúmeras condenações" por burla e vários processos a decorrer, um com julgamento para maio, em Sesimbra.

As burlas mais antigas conhecidas remontam a 2015. É disso exemplo uma vivenda com piscina na Nazaré, arrendada para a Passagem de Ano, que afinal está à venda numa imobiliária. Uma vivenda na praia dos Olhos de Água, Albufeira, também fez parte da burla, em que a lesada foi Ana Paula Silva, de Vila Nova de Gaia. Pagou 450 euros e nunca teve a chave da casa. "Consegui saber quem eram e quando perguntei se me iam devolver o dinheiro, chamaram-me otária e mandaram-me esperar sentada", conta a vítima ao CM.

As propriedades existem, mas não são dos suspeitos e estão disponíveis em anúncios de imobiliárias. Os burlões usam as redes de acesso público da internet para publicar anúncios com fotografias que retiram de anúncios verdadeiros, acessíveis em plataformas online, como o OLX. Criam perfis falsos nas redes sociais para estabelecerem contacto com as vítimas e para as convencerem a fazer depósitos bancários - no valor do sinal pelo arrendamento das casas. Quando as vítimas se apercebem de que foram burladas, os números de telemóvel, os emails e os perfis nas redes sociais já não estão acessíveis.

PORMENORES
Investigação
O casal usa várias contas bancárias, algumas de familiares, o que tem permitido às autoridades ligar as burlas a lesados que têm apresentado queixa.

Vários processos
Sérgio Silva foi julgado em pelo menos dois processos por burla. Num foi absolvido e noutro condenado a restituir o dinheiro às vítimas, o que ainda não fez.

Sinalização
Os lesados ficam sem o dinheiro de entrada ou sinalização do arrendamento, com valores entre os 150 e os 2000 euros, o que configura um crime de burla.
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