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Chamas desalojam duas famílias

Pareciam bombas a estoirar ”, afirmou ainda combalida Maria Clara Maia, moradora da casa, no Bairro do Carriçal, Porto, onde se iniciou o incêndio que ontem deixou sem casa as nove pessoas que viviam nas duas habitações atingidas.

31 de dezembro de 2004 às 00:00

Eram 02h30, quando o fogo deflagrou, no sótão, presumivelmente devido a um curto-circuito. O cheiro a fumo e os rebentamentos, alarmaram toda a vizinhança que abandonou as casas para a rua. “Quando vi as chamas muito grandes fiquei com muito medo que perdesse tudo”, disse Maria Clara ao CM.

O entulho acumulado no sótão e as más instalações eléctricas fizeram com que o fogo se propagasse rapidamente até à habitação contígua, cujo sótão ficou também destruído.

“Só deu tempo para saírmos de casa e salvar alguns bens”, afirmou Maria Lurdes Ribeiro, moradora na outra casa atingida.A vítima não perdeu tempo, e apontou o dedo à autarquia.

“Este prédio não tem o mínimo de condições, por fora está todo podre. Desde que moro neste bairro camarário que tinha alertado para a situação do sótão que estava cheio de lixo da outra pessoa que aqui morava”, acusou Maria Ribeiro.

Entretanto, as duas famílias foram realojadas em pensões, até que as casas sejam reparadas.

Também ontem, no Porto, um homem de 68 anos sofreu queimaduras ligeiras na sequência de um incêndio que atingiu a sala de sua casa.

O sexagenário terá adormecido com um cigarro na boca que ateou o fogo. O homem foi socorrido no Hospital de Santo António, mas os ferimentos foram apenas ligeiros.

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