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CHUVA DERRUBA ÁRVORES E PROVOCA INUNDAÇÕES

O vento e a chuva, que caiu com grande intensidade na região Centro durante a noite de terça-feira e madrugada de ontem, causaram inundações e derrubaram várias árvores, não se registando quaisquer danos pessoais.

19 de agosto de 2004 às 00:00

Numa altura do ano em que é habitual ver os bombeiros a apagarem incêndios, algumas corporações receberam durante a madrugada de ontem várias chamadas dando conta de inundações em habitações e estabelecimentos comerciais.

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro de Viseu, os bombeiros foram chamados para remover árvores caídas nos concelhos de Castro Daire, Cinfães, Vouzela, Oliveira de Frades e Viseu.

Naquela cidade, a situação mais grave verificou-se na Rua Padre Costa, no recinto da Feira de São Mateus, onde a água chegou a atingir meio metro de altura. Para Jorge Antunes, comandante dos Bombeiros Municipais de Viseu, a culpa “é das obras que entupiram as sarjetas”. A chuva repentina provocou ainda a morte de dezenas de animais que estavam à venda na feira.

Na Figueira da Foz, os bombeiros foram chamados a intervir em mais de uma dezena de ocorrências, na zona ribeirinha da cidade, em Buarcos e Tavarede. Às 22h30, os proprietários do restaurante ‘Sítio Certo’, de Buarcos, tiveram de se socorrer de pás, rodos e panos para retirar a água do interior do estabelecimento. “Se é assim em Agosto, nem quero imaginar como será no Inverno”, disse a proprietária.

Também devido ao mau tempo, as barras marítimas de Aveiro e Figueira da Foz estiveram ontem condicionadas. A de Aveiro esteve encerrada a embarcações de comprimento inferior a 15 metros e a da Figueira da Foz a barcos com comprimento inferior a 11 metros.

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