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Cobertor eléctrico mata idosa

Um incêndio deflagrou ontem, no segundo andar de uma residência em Lisboa, provocando a morte a uma idosa e ferimentos ligeiros a uma vizinha, além de quatro desalojados. No combate às chamas um bombeiro sofreu uma entorse.

11 de janeiro de 2005 às 00:00

O prédio com o número 48 da Rua Cecílio Sousa ficou com o segundo andar em cinzas. Pelas 05h30, a arquitecta que mora no primeiro andar foi acordadada com gritos de socorro. “Tinha um extintor e ainda tentei apagar as chamas. Não consegui e queimei a mão”,disse ao Correio da Manhã, pedindo o anonimato.

Apesar de os bombeiros não avançarem com a origem do crime, os dois hóspedes e o neto que viviam com a idosa desconfiam que o incêndio tenha sido provocado por um cobertor eléctrico. “Nós já a tínhamos avisado”, disse a arquitecta.Ontem os vizinhos que ali passavam recordavam que a idosa, de 97 anos, “estava acamada”.

Fonte da Protecção Civil garantiu ao CM que vai acompanhar a situação dos quatro desalojados.No combate ao incêndio estiveram trinta elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa com duas auto-escadas, dois pronto--socorros, dois auto-tanques e uma ambulância. As operações de rescaldo iniciaram-se meia hora depois da chegada dos bombeiros ao local.

UTILIZAÇÃO PROLONGADA É PERIGOSA

Ocorrem anualmente dezenas de acidentes com cobertores eléctricos. Embora não haja estatísticas, fontes contactadas pelo CM afiançam que na origem da maioria dos sinistros está o mau uso dos equipamentos. “A utilização de mantas ou cobertores eléctricos está bem definida no folheto informativo que acompanha a mercadoria”, garantiram vários comerciantes que vendem aqueles produtos.

Segundo os mesmos, os cobertores devem ser ligados até atingirem a temperatura desejada e desligados em seguida. A sua utilização prolongada, ou seja, com aqueles objectos ligados à corrente enquanto as pessoas dormem, é mesmo considerada “perigosa” e potenciadora de acidentes.

Apesar dos vários que já aconteceram, a Associação de Defesa do Consumidor (DECO) não tem registo de qualquer reclamação. Já o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, aconselha “cuidado com os aquecedores devido ao risco de acidentes domésticos”.

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