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Combate a fogos ainda “sem resposta eficaz”

Equipa de Xavier Viegas arrasa toda a estrutura na resposta dada aos incêndios que vitimaram 51 pessoas em outubro de 2017 .

01 de março de 2019 às 01:30

Mais de um ano depois do 15 de outubro de 2017, o sistema continua sem estar realmente preparado para responder da forma mais eficiente para um cenário semelhante". A conclusão consta do relatório divulgado ontem sobre os incêndios que assolaram o Centro do País e que vitimaram 51 pessoas.

O documento, elaborado pela equipa liderada por Xavier Viegas, é arrasador para os bombeiros, Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta, câmaras municipais, Estado central e até populações.

Ao longo das 260 páginas do relatório publicado ontem pelo Ministério da Administração Interna constata-se a "inoperância do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas" que conduziu à destruição de uma parte do Pinhal de Leiria em outubro de 2017; a incapacidade das entidades operacionais que "nem sempre fazem a melhor utilização dos sistemas de comunicação disponíveis", apontando novamente falhas ao SIRESP; "as limitações de um sistema de combate a incêndios apoiado sobremaneira no voluntário" e que deveria ter uma maior profissionalização dos elementos dos bombeiros e dos próprios comandantes; e até as populações, que deveriam ser "mais resilientes e aptas para se defenderem dos efeitos do fogo, mesmo sem o apoio de entidades operacionais".

O relatório revela ainda que mais de um terço das vítimas mortais dos incêndios de 15 de outubro de 2017 morreu em casa, tendo muitas delas sido surpreendidas pelo fogo enquanto dormiam, e que quase todos os fogos desse dia começaram em queimadas ilegais.

PORMENORES

Nova lei

O Governo aprovou a nova lei orgânica da autoridade da Proteção Civil, que passa a chamar-se Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Um dos pilares é a profissionalização do sistema.

Aprendizagem

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantiu que muitas das informações do relatório sobre os incêndios são tidas "em conta no processo de transformação do sistema".

Prioridade

Eduardo Cabrita insiste que uma das prioridades nas campanhas de sensibilização deste ano passa pela prevenção de queimas e queimadas, a causa de muitos dos fogos de outubro de 2017.

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