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Comboio mata e provoca revolta

Homem, de 42 anos, residia no bairro piscatório de Silvalde e foi fatalmente colhido. Acidente trágico fez aumentar a contestação dos habitantes locais

20 de abril de 2013 às 01:00

Um homem de 42 anos morreu atropelado, ontem à tarde, na linha do Norte, em frente ao bairro piscatório em Silvalde, Espinho. Como forma de protesto, os moradores, que exigem uma passagem pedonal subterrânea há muito tempo, cortaram a linha de comboio por mais de meia hora.

Rui Manuel Rodrigues Ferreira acabara de sair da extensão de saúde. Apressado, decidiu atravessar a linha de comboio sem se aperceber da aproximação de uma composição ferroviária no sentido Sul/Norte.

O homem, desempregado e que residia naquele bairro piscatório, ainda recebeu assistência no local, para onde se deslocaram os Bombeiros de Espinho e duas equipas do INEM, mas não resistiu aos graves ferimentos, acabando por morrer já no Hospital de Santos Silva, em Vila Nova de Gaia.

"Já há muito que temos vindo a alertar para o perigo desta passagem de nível, mas ninguém faz nada", contou ao CM José António, um dos moradores do bairro. "Dezenas de crianças atravessam diariamente neste local, sem visibilidade. Por isso, já receávamos uma tragédia", acrescentou o homem.

O presidente da Câmara de Espinho, Pinto Moreira, garantiu que está preocupado com a situação e deu conta de que, recentemente, reuniu com a Refer. "Os responsáveis foram sensíveis aos argumentos apresentados e comprometeram-se a construir uma passagem aérea", assegurou. Os moradores entendem que a solução deveria ser uma passagem subterrânea.

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