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Correio da Manhã

Portugal
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Já são conhecidos todos os rostos das vítimas de Lamego

Laços familiares uniam maioria das vítimas.
5 de Abril de 2017 às 01:30
Egas Sequeira era o proprietário da empresa
Egas Sequeira era o proprietário da empresa FOTO: Direitos Reservados
A tragédia abateu-se sobre Avões, Lamego, esta terça-feira. Diversas explosões numa fábrica de pirotecnia abalaram a pequena localidade e destruíram uma família. 

A Egas Sequeira Pirotecnia era uma pequena empresa local, onde trabalhavam, sobretudo, familiares diretos do dono, uma das vítimas das explosões. As pessoas que perderam a vida neste acidente têm entre 22 e 52 anos.

Egas Sequeira

Era dono da fábrica há cerca de uma década e era um dos mais conhecidos empresários do setor na zona Norte, fornecendo fogo de artifício para diversas festas da região.

A família era de Marco de Canaveses, mas mudou-se para a região para trabalhar e tinha por lá duas moradias.

Na localidade, Egas era descrito como "um homem muito cuidadoso" com o manuseamento dos explosivos pirotécnicos.

Por pouco não morriam com ele uma das filhas e a mulher, que saíram da fábrica momentos antes de se dar a tragédia. 

Hélder Neto


Era funcionário da Egas Sequeira Pirotecnia, não tendo ligações familiares às outras vítimas. Tinha 37 anos e era de Lustosa, uma freguesia de Lousada.







Susana Pereira

Outra das filhas de Egas Sequeira, Susana, figura entre as vítimas mortais já confirmadas. O marido, Joaquim, está entre os desaparecidos, pelo que poderá ser outra das vítimas.









Samuel Pinto

Outro genro, Samuel, também terá perdido a vida na explosão.

Deixa a mulher, Vera Sequeira Pinto (filha de Egas), e uma filha bebé. Vera ter-se-à refugiado em Marco de Canaveses esta terça-feira, lugar de onde a família é originária.





Ana Sofia

Pouco se sabe, para já, de Ana Sofia Baptista, uma das mais jovens vítimas deste acidente. Estava, até ao momento, dada como desaparecida. Era sobrinha do proprietário e também trabalhava na fábrica.






Vítor Costa

Entre os mortos encontra-se um empregado de Egas. Trata-de de Vítor Costa, de 39 anos, que exibia com orgulho a tshirt da empresa em algumas fotografias que partilhava no Facebook. 

Celebrava, no dia em que morreu, os 17 meses do filho mais novo. 

Era o único sustento da casa. 

"Eu tenho dois filhos. Um fez hoje 17 meses e a outra tem nove anos e eu não sei como vai ser", conta, desesperada, a mulher, Fernanda Costa, que falou com os jornalistas ao cair da noite e confirmou a morte do marido.  

"Estava a poucos metros quando ouvi a primeira explosão. Quando cheguei aqui já estava tudo a arder, já tinha rebentado tudo. Eu chamei e chamei [por eles], mas ninguém me falou", lamentou.


David Miguel

Outro funcionário da empresa, não possuía laços familiares com as restantes vítimas.














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