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Contrata empregada para matar sogro a tiro

Garcia Marques, 61 anos, foi executado com seis tiros.

06 de maio de 2016 às 03:30

Um brasileiro de 32 anos não resistiu ao património de 2,5 milhões de euros do sogro, um português de 61 anos emigrado em Maringá, Brasil, dono de armazéns e empresário bem-sucedido no ramo da pecuária.Desde que Alexandre Bombachini apareceu na esquadra a relatar o crime no sábado – duas horas após a morte, o que levantou suspeitas – que a polícia desconfiou do seu testemunho. O brasileiro disse que o carro em que seguiam foi intercetado por outro com homens armados. Alexandre fugiu e deixou o sogro para trás. Na manhã seguinte, o corpo de Garcia foi descoberto num campo de milho. Foi executado com seis tiros.

Alexandre Bombachini encomendou a morte de Garcia Marques e contratou duas mulheres – a empregada doméstica e uma condutora de autocarros. Depois, simulou um sequestro. Acabaram detidos, juntamente com uma terceira mulher que tinha a arma do crime. A filha da vítima não sabia do plano.

Desde que Alexandre Bombachini apareceu na esquadra a relatar o crime no sábado – duas horas após a morte, o que levantou suspeitas – que a polícia desconfiou do seu testemunho. O brasileiro disse que o carro em que seguiam foi intercetado por outro com homens armados. Alexandre fugiu e deixou o sogro para trás. Na manhã seguinte, o corpo de Garcia foi descoberto num campo de milho. Foi executado com seis tiros.

Alexandre Bombachini admitiu ter pago cinco mil euros à empregada doméstica – que também trabalha como segurança e sabe usar armas – para cometer o crime. Lenice Pereira contactou uma amiga, Daiane Luiz, para conduzir o Ford Fiesta usado no crime. A arma, um revólver de calibre .38, era de Bombachini e foi encontrada na casa da irmã de Lenice. As três mulheres foram presas.

Na segunda-feira, a polícia interrogou Alexandre e apreendeu-lhe o telemóvel e os sapatos usados na noite do crime, que foram lavados horas antes.

O homem acabou por confessar o crime, dizendo que atraiu o sogro a uma cilada. O corpo foi depois arrastado até a um campo de milho, numa zona rural de Maringá. Imagens de vigilância de uma empresa gravaram os dois carros a afastarem-se em marcha lenta, o que deixou de parte a teoria de roubo e a possibilidade de a vítima ter sido atraída a uma armadilha.

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