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'CSI' da PJ dizem trabalhar sem condições

Peritos forenses da Polícia Judiciária contestam acusações do Ministério Público de morosidade nos inquéritos.

26 de março de 2026 às 17:47

A Associação Sindical dos Peritos Forenses da Polícia Judiciária (PJ) contesta as acusações, feitas pelo Ministério Público (MP), sobre a alegada morosidade, demonstrada por este órgão de polícia criminal, em inquéritos de crimes considerados prioritários (como a corrupção). A estrutura sindical aponta mesmo que o atraso nas perícias informáticas e financeiras, referido pelo MP, deriva da falta de condições de trabalho dos peritos forenses da PJ.

A posição do MP consta no Balanço da Lei de Política Criminal, recentemente divulgado. Para o sindicato dos peritos da PJ, o cenário de "estrangulamento nas investigações de criminalidade complexa", não é apenas uma falha logística, como considera o MP, mas "o resultado previsível de décadas de subvalorização da carreira do perito forense". 

Os profissionais a quem o MP aponta o dedo são os que integram a Unidade de Perícia Tecnológica e Informática, e a Unidade de Perícia Financeira e Contabiliística da PJ. Sem o contributo dos mesmos, defende a associação sindical, "a justiça torna-se cega perante a crescente sofisticação de equipamento tecnológico, e dos novos métodos usados na prática criminal". 

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