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Lalanda e Castro, ex-patrão de Sócrates, diz que crimes de corrupção já prescreveram

Diligência é presidida pelo juiz Ivo Rosa.

17 de outubro de 2022 às 10:14

Paulo Lalanda e Castro, antigo administrador da Octapharma e ex-patrão de José Sócrates, e Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, estão esta segunda-feira em tribunal para assistir ao debate instrutório do processo "O Negativo", conhecido por "Máfia do Sangue", no qual são os principais arguidos.

A diligência é presidida pelo juiz Ivo Rosa.

A defesa de Paulo Lalanda e Castro, ex-patrão de Sócrates, alega que crimes de corrupção já estão prescritos. Mas o Ministério Público defende que não. A procuradora defendeu, durante o debate instrutorio do caso "Máfia do Sangue", que a contagem formal do prazo de prescrição só começa com a "derradeira entrega" de subornos ou outras contrapartidas. Segundo o MP, Lalanda e Castro terá corrompido Luís Cunha Ribeiro com a disponibilização de um apartamento, o pagamento de rendas, viagens, alojamentos.

O Ministério Público defende que Lalanda e Castro deve ser pronunciado por dois crimes de corrupção ativa, dois crimes de recebimento indevido de vantagem e dois crime de falsificação de documentos.

Durante as alegações, em sede de debate instrutório, a procuradora deixa cair vários crimes que foram imputados aos sete arguidos do processo.

Em causa o negócio do plasma sanguíneo, feito entre Paulo Lalanda e Castro e Luís Cunha Ribeiro, que terá beneficiado a Octopharma em concursos públicos.

Em novembro de 2019, o Ministério Público acusou sete arguidos, incluindo uma empresa, estando em causa crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais. As suspeitas de negócios irregulares com plasma sanguíneo terão lesado o Estado em cerca de 100 milhões de euros.

Paulo Lalanda e Castro está acusado por crimes de corrupção, falsificação e lavagem de dinheiro relacionados com negócios milionários do plasma feitos durante anos entre privados e o Estado.

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