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Correio da Manhã

Portugal

Deputados do BE e PCP apoiam jovens na "manif" da greve climática

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, e Alma Rivera, do PCP, estiveram na manifestação.
Lusa 29 de Novembro de 2019 às 13:54
Jovens saem à rua para greve climática em Lisboa
Jovens saem à rua para greve climática em Lisboa FOTO: Vítor Mota
Deputados do Bloco de Esquerda e do PCP desceram esta sexta-feira as escadarias da Assembleia da República, em Lisboa, e juntaram-se por alguns minutos a centenas de jovens para apoiar a manifestação da greve climática.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, e Alma Rivera, do PCP, estiveram cerca das 11h30 na manifestação, numa altura em que vários jovens faziam os seus discursos num palco improvisado.

Ambas saudaram a mobilização dos jovens para tema da emergência climática e coincidiram na ideia de que "o capitalismo não é verde", uma das faixas exibidas pelos manifestantes.

Em declarações aos jornalistas, Catarina Martins lembrou que muitas vezes se diz que os jovens "não querem saber" de nada.

"Aqui estão eles. Pelo mais importante que existe, pelo planeta e pelo futuro a querem, medidas concretas pela emergência climática", disse.

O que os jovens estão hoje "a fazer por todo o mundo e em Portugal também é levantarem-se pela emergência climática", isso "é extraordinária e têm que se ouvidos", acrescentou.

Para a coordenadora bloquista, "são precisas políticas concretas para travar as emissões, para conseguir a neutralidade carbónica" e isso só se consegue com a "coragem" para "mexer na estrutura da economia".

"A luta pelo planeta, pelo clima é uma luta que se opõe aos grandes interesses capitalistas do nosso mundo e é preciso ter a coragem de fazê-lo", concluiu.

Tal como a deputada bloquista, a parlamentar comunista Alma Rivera defendeu medidas concretas, por exemplo, de investimento na ferrovia, pela transição do transporte rodoviário, que é mais poluidor.

"Foi importante" a redução do preço dos passes, "mas é preciso agir e garantir transportes que acompanhem essa redução tarifária", afirmou a deputada comunista, que assume o objetivo de "caminhar para o transporte coletivo gratuito".

Alma Rivera explicou ainda por que motivo estava a usar o autocolante "O capitalismo não é verde".

Porque, argumentou, o capitalismo, com o seu objetivo do lucro, "nunca será racional e nunca responderá à urgência que é a da proteção do nosso planeta".

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