Desafios da natureza vão obrigar a novas soluções contra os fogos

Diretor-geral do CM/CMTV alerta para a necessidade de capacidade de reação perante os novos fenómenos.
Por Alexandre Salgueiro|16.10.18
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É necessário encontrar novas soluções que permitam dar maior capacidade de reação aos desafios colocados pela natureza", defendeu esta segunda-feira Octávio Ribeiro, diretor-geral editorial do CM/CMTV, na última conferência ‘CM Não Esquece!’ que se realizou em Oliveira do Hospital, um dos concelhos mais fustigados pelos fogos de 2017 - ardeu 97 por cento da zona florestal - e que mais vítimas mortais registou - 13.

Octávio Ribeiro referiu-se à problemática dos incêndios, mas também ao furacão que no fim de semana assolou o País. Sobre os incêndios alertou para o "grande problema" dos eucaliptos que "estão a nascer e a crescer de forma espontânea". O diretor-geral do CM/CMTV afirmou que a iniciativa ‘CM Não Esquece!’ surgiu para reunir opiniões de especialistas e população para evitar que os trágicos fogos de junho e de outubro de 2017, onde morreram 117 pessoas, se repitam.

"E se o primeiro caso já foi incompreensível, então o segundo é inaceitável", reforçou Octávio Ribeiro, esperando "que o apuramento de responsabilidades vá até ao fim". "O fogo tinha que ter sido controlado na primeira meia hora, mas não tínhamos meios", recordou Alexandrino Mendes, presidente da Câmara de Oliveira do Hospital. "Nunca vi uma coisa assim: choviam bolas de fogo a dois quilómetros da frente do incêndio", lembra o autarca que assume que a meio da noite teve que tomar a mais difícil decisão da sua vida: "A prioridade começou por ser a proteção das localidades, mas a partir de um certo ponto disse para deixarem arder as casas e salvarem as pessoas".

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