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DESTROÇOS DO COURAGE APODRECEM NA PRAIA

O fim do navio “Courage”, com bandeira de Barbados, que naufragou a 18 de Outubro de 1999, parece ser o de ficar, em parte, encalhado no areal da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, em Aveiro.

28 de abril de 2003 às 00:00

Três anos e meio depois do acidente, do qual não resultaram vítimas entre os 18 tripulantes do cargueiro, cerca de 300 toneladas do casco da embarcação mantêm-se soterradas na areia da praia, sem que a empresa encarregue da remoção consiga resolver o problema.

As informações disponibilizadas pelo Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que depois do naufrágio se responsabilizou pelo controlo da situação do ponto de vista ambiental, apontam para a “remoção de grande parte do couraçado da embarcação, tarefa a cargo da empresa seleccionada J. Anselmo Costa”. No entanto, e tal como admite o organismo governamental, “as condições de mar têm sido adversas para retirar cerca de 300 toneladas de destroços, enterradas no areal”.

Uma das maiores preocupações que rodeou toda a operação de “salvamento” do “Courage” foi a possibilidade de derrame de combustível dos tanques do cargueiro, que vinha carregado com cinco mil toneladas de bagaço de palma. Dias depois do acidente, provocado por mau tempo e por um possível erro humano, ocorreram pequenas fugas, mas o ICN assegura que “tanto quanto se sabe não existe combustível nos restos do navio”.

A “sepultura” dos restos da embarcação tem sido alvo de acesas polémicas, envolvendo um consórcio de três empresas da região de Aveiro, que concorreram para a empreitada de remoção e perderam.

Desde que as operações começaram, poucos meses depois do naufrágio, o consórcio perdedor avisou que “a metodologia apresentada pela J. Anselmo Costa é inexequível”, e que apesar de mais barata “iria lá deixar os destroços eternamente”.

Divergências à parte, o ICN não recuou na escolha do empreiteiro, mas, até ao momento apenas pagou 65 por cento dos 700 mil euros que constam no contrato.

Para tentar resolver o problema, o instituto não põe agora de parte a possibilidade de recorrer ao enrocamento intensivo do local, admitindo que este método “vá encarecer muito a operação”.

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