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DETIDO VAI ÀS COMPRAS

Pedro, um homem de 30 anos a aguardar julgamento por furto e a usar desde Fevereiro uma pulseira electrónica, é protagonista de um pedido inédito ao Tribunal: como engordou quer ir comprar roupa nova ao Centro Comercial Colombo.

02 de agosto de 2002 às 23:08

O pedido foi aceite e, apesar da sua prisão domiciliária, Pedro vai hoje às compras, entre as 15h00 e as 20h00, acompanhado por um técnico da Reinserção Social. Tem de apresentar as facturas para anexar ao processo como justificação.

Esta é a primeira solicitação do género ao Instituto de Reinserção Social (IRS) e ao juízo do Tribunal da Boa-Hora, que vai julgar o processo, desde que foi instituído em Janeiro o uso de pulseiras electrónicas por arguidos em prisão domiciliária a aguardar julgamento, como confirmou à Lusa uma fonte do IRS. Pedro é funcionário do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra), e foi preso preventivamente em 2001 depois de um assalto por arrombamento, em Abril desse ano.

De acordo com o processo, em Fevereiro deste ano conseguiu que a prisão preventiva que lhe tinha sido imposta pelo Tribunal da Boa-Hora fosse modificada para prisão domiciliária em casa da mãe, com controlo através de meios de vigilância electrónica, vulgo pulseira electrónica.

Pedro, não tem antecedentes criminais e parece ser um caso de sucesso da reinserção social. No entanto, os relatórios do IRS são pouco favoráveis no que respeita ao seu comportamento em casa, o seu relacionamento com a mãe e com a Justiça.

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