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Correio da Manhã

Portugal
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Drones e helicópteros fiscalizam velocidade

Governo quer replicar medidas já em curso em Espanha e França para reduzir mortes.
João Carlos Rodrigues 24 de Janeiro de 2018 às 09:14
Aumento preocupante do número de mortes nas estradas no ano passado, 509, leva Governo a tomar medidas
Drone
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Aumento preocupante do número de mortes nas estradas no ano passado, 509, leva Governo a tomar medidas
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Aumento preocupante do número de mortes nas estradas no ano passado, 509, leva Governo a tomar medidas
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O Governo está a estudar a hipótese de usar helicópteros e drones para controlar a velocidade nas estradas. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Estado da Proteção Civil e tem como objetivo contrariar o "preocupante aumento do número de mortos nas estradas no ano passado" – 509, de acordo com os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que contemplam apenas as vítimas mortais no local ou a caminho no hospital.

"É uma das soluções seguidas em Espanha e em França e há a possibilidade também de cá termos esse modelo", declarou José Artur Neves, afirmando que há "tecnologias muito evoluídas" e relativamente simples que poderão equipar "os helicópteros que estão ao dispor da Autoridade Nacional de Proteção Civil" para serem usados na fiscalização de velocidade.

Não foi, no entanto, esclarecido, quais os meios aéreos da Autoridade Nacional de Proteção Civil que serão colocados nesta missão. Recorde-se que dos seis Kamov que foram comprados pelo Estado português, só três estão operacionais e os restantes são alugados anualmente.

O plano do Governo para reduzir a sinistralidade deverá passar ainda pela instalação de mais radares e pela aplicação de inibidores de sinal de telemóvel para os utilizadores que estão ao volante, um projeto que está a ser estudado em conjunto com as operadoras. A ideia é criar um sistema de respostas automáticas para chamadas recebidas que indicam que "o condutor está ao volante e não pode atender a chamada". De acordo com o governante, as soluções mãos-livres podem "limitar o uso da mão, mas não resolvem o problema da distração".

Outra medida prevista, tal como o CM avançou, é reduzir o limite de velocidade para 30 quilómetros por hora em alguns locais dentro das localidades e a georreferenciação de locais de acidentes recorrentes". José Artur Neves salientou o facto de 54% das mortes terem ocorrido dentro de localidades. Esta limitação está dependente de dados fornecidos pela PSP e GNR.

Este ano, já morreram 29 pessoas e outras 78 ficaram gravemente feridas em 7045 acidentes nas estradas portuguesas.

PORMENORES 
Telemóvel
47% dos condutores admitem falar ao telemóvel durante a condução, de acordo com um estudo divulgado ontem pelo ACP. 25,8% utilizam aparelho nas mãos.

Acidentes
De acordo com o presidente da ANSR, Jorge Jacob, a maioria dos acidentes dão-se por distração do condutor, sendo o telemóvel um dos fatores principais.

Feridos
Segundo o estudo do ACP, 12% dos condutores portugueses de automóveis revelam ter sofrido ferimentos graves ou leves na sequência de acidentes rodoviários.
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