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Judiciária investiga financiamento ilegal dos Açores à Ryanair

Berta Cabral, secretária regional do Turismo, foi um dos alvos da Buscas da Unidade Naiconal Contra a Corrupção.

Atualizado a 17 de março de 2026 às 15:42

A Polícia Judiciária está a investigar suspeitas de um esquema de financiamento ilegal à companhia aérea Ryanair pelo governo regional dos Açores. Esta terça-feira, a Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) realizou 14 buscas a organismos públicos e ao Gabinete de Berta Cabral, secretária regional do Turismo, tendo constituído cinco arguidos.

As suspeitas dizem respeito a vários contratos de promoção turística celebrados entre a "visit açores" e a Ryanair, como um celebrado em abril de 2025, no valor de 1.9 milhões de euros os quais, segundo a investigação, terão sido uma forma de financiamento encapotado (e proibido, de acordo com regras europeias) à empresa, tentando compensá-la pelas taxas aeroportuárias praticadas no arquipélago.

Em comunicado, a Judiciária adiantou que as buscas decorreram "nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, bem como em Lisboa, uma operação policial para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em domicílios, organismos públicos, associações de direito privado e escritórios de advogados". Disse ainda a PJ que "em causa estão suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030".

Publicada originalmente a 17 de março de 2026 às 13:33

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